Bolsas em NY sobem após ata do Fed e batem novos recordes
da Folha Online
As Bolsas em Nova York fecharam em alta nesta terça-feira, batendo novos recordes com a divulgação da ata da reunião de setembro do Federal Reserve (Fed, o BC americano). Os investidores viram no documento um sinal de que o banco poderá manter a política de cortar juros para reativar a economia americana.
A Bolsa de Valores de Nova York fechou em alta de 0,86%, com 14.164,53, novo recorde para um fechamento; o índice S&P 500, por sua vez, fechou em alta de 0,81%, com 1.565,15 pontos --também recorde. A Bolsa Nasdaq fechou em alta de 0,59%, com 2.803,91 pontos.
Na ata da reunião do mês passado, o Fed informou que decidiu por unanimidade cortar sua taxa básica de juros no mês passado, para 4,75% ao ano (corte de 0,5 ponto percentual), a fim de evitar que a crise de crédito, causada pelos problemas no segmento de hipotecas de risco, causasse uma desaceleração acentuada na economia.
O documento foi visto como sinal de que o grau de preocupação do banco central americano quanto à possibilidade de a economia poder vir a entrar em recessão era alto à época da reunião. "Dada a natureza pouco usual do atual choque financeiro, os membros consideraram o panorama da atividade econômica como caracterizado por uma incerteza particularmente elevada", diz a ata.
A ata serviu para animar os investidores, que viram na avaliação que o Fed fez do risco da crise afetar a economia como um todo um sinal de que mais cortes de juros estão por vir. A próxima reunião do Fed está programada para os dias 30 e 31 deste mês.
"Isso mostra que o Fed vai tentar revigorar a economia com novos cortes", disse à agência de notícias Associated Press o estrategista-chefe de mercados da Stifel Nicolaus, Richard Cripps. "A probabilidade de haver um segundo corte neste mês ou em dezembro parece maior após a ata de hoje."
Hoje também o presidente do Federal Reserve de St. Louis, William Poole, disse que os mercados financeiros "ainda estão frágeis" devido ao acesso mais restrito ao crédito, mas que aparentemente a situação caminha para uma estabilização.
Os investidores aguardam a divulgação dos resultados trimestrais da Alcoa. A expectativa é de que a empresa apresente um lucro de US$ 0,65 por ação e uma receita de US$ 7,4 bilhões.
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