Queda em preços de leite e derivados derruba IPCA para 0,18%, diz IBGE
CLARICE SPITZ
da Folha Online, no Rio
A inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), índice oficial de preços, desacelerou para alta de 0,18% em setembro, contra 0,47% em agosto. Trata-se da menor taxa desde agosto do ano passado (0,05%) e a menor variação para meses de setembro desde 1998.
A inflação ficou abaixo das estimativas de analistas do mercado financeiro, divulgadas no boletim Focus do Banco Central (0,25%).
Uma das maiores contribuições para o comportamento declinante da inflação veio dos alimentos e bebidas, que tiveram alta de 0,44% em setembro, contra 1,39% em agosto. Leite e derivados deram uma trégua e representaram o principal responsável pela redução da taxa do mês passado: ao passar de 5,77%, em agosto, para uma deflação de 1,20%.
Segundo Eulina Nunes, da Coordenação de Índice de Preços do IBGE, os preços do produto que já tinham dado mostra de arrefecimento em agosto, chegaram a um limite. Só neste ano o leite pasteurizado já subiu 46,47%.
"Os preços subiram muito e agora estão se realinhando. Houve muitas promoções em setembro", afirmou. "Apesar da demanda estar forte, o preço chegou a um nível em que existem limitações."
Carne e feijão
Outros alimentos como carne e feijão carioca tiveram menor crescimento de preços na passagem de agosto para setembro. Os preços da carne passaram de alta de 2,98% em agosto para 0,62% no mês passado, e o feijão subiu 4,09% contra 5,11% em agosto.
Os produtos não-alimentícios contribuíram com 0,09 ponto percentual da taxa. Os preços de vestuário passaram de -0,03% em agosto para 0,45%. O grupo Habitação passou de 0,05% em agosto para 0,54% no mês passado.
"A história da inflação neste ano está praticamente definida, com uma pressão forte dos alimentos ao contrário dos últimos quatro anos", afirmou.
12 meses
Nunes lembra do efeito do dólar barato para conter a inflação. "Não fora o câmbio, a pressão poderia ser ainda maior", afirmou.
Nos últimos 12 meses, a inflação chega a 4,15%. No ano, o IPCA acumula alta de 2,99%.
Segundo Nunes, com os alimentos em uma trajetória mais favorável e com os preços administrados sob controle há espaço para a inflação terminar o ano inferior a 4,0%. "Até tem a possibilidade de romper o patamar de 4,0% no fim do ano. A taxa de 4,15% dá a impressão de um 'stand by' que pode baixar cada vez mais", afirmou.
Para outubro, são esperadas pressões ligadas aos reajustes de água e esgoto no Rio de Janeiro e São Paulo e na telefonia.
O IPCA é o índice oficial do governo para a definição das metas de inflação. O centro da meta do IPCA para este ano é de 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos para cima ou para baixo.
INPC
O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) registrou inflação de 0,25% em setembro --queda de mais da metade do registrado em agosto, quando houve alta de 0,59%. Nos últimos 12 meses, a taxa acumula alta de 4,92% e no ano, de 3,39%.
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Vejo isso como altos investimentos em publicidade a favor do PT. Exemplo, usar o possível sucesso da Petrobrás, alta do mercado internacional, estabilidade economica e todas as conquistas feitas antes de 2000 à favor de Lula.
A oposição deverá ter um belo plano eleitoral para 2010, se não irão se afundar ainda mais.
Um belo exemplo foi o Alkmim usar o mensalão para denegrir Lukla e o PT, mas ocorreu o inverso, por incrível que pareça.
Esquerdismo populista cego tomou conta do Brasil.
[]s
Eduardo.
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