Dinheiro
10/10/2007 - 13h49

Presidente do ABN Amro renuncia após venda para consórcio

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da Efe, em Haia

O presidente do banco holandês ABN Amro, Rijkman Groenink, anunciou sua renúncia nesta quarta-feira, no mesmo dia em que o consórcio formado pelo Royal Bank of Scotland (RBS), pelo Santander e pelo Fortis declararam "vinculativa" sua oferta pela entidade holandesa.

Groenink defendia a compra do banco holandês pelo britânico Barclays, que na semana passada retirou sua oferta, substancialmente inferior à do consórcio.

O ABN (que no Brasil é dono do Banco Real) tem que pagar ao Barclays uma indenização de 200 milhões de euros por sua fusão não ter prosperado, já que as duas entidades tinham assinado um acordo em abril.

Segundo um comunicado do ABN, a decisão de renunciar foi tomada "em estreita coordenação" com o conselho de supervisores do banco.

Groenink lembrou que, com sua aposta pela fusão com o Barclays, tentou dar "um passo à frente na estratégia a longo prazo".

Após os acionistas terem optado pela oferta concorrente apresentada pelo Santander, Fortis e RBS, é conveniente, disse o ex-presidente da instituição holandesa, "abrir caminho para um sucessor que tenha vontade e capacidade para levar à frente os planos do consórcio".

"Com esta decisão, dou adeus a muitos colegas maravilhosos e amigos com os quais tive o privilégio de trabalhar durante estes 33 anos", acrescentou.

Groenink também dirigiu palavras aos funcionários e clientes, aos quais desejou "o melhor para o futuro".

Ele deixará o cargo por ocasião da próxima assembléia de acionistas do ABN, que será realizada "o mais rápido possível".

O presidente do conselho supervisor do ABN, Arthur Martínez, disse que, durante a Presidência de Groenink, a entidade se tornou "um grupo bancário bem integrado com objetivos claros".

Ele reconheceu principalmente seu trabalho durante o último ano, quando, apesar das "intensas pressões", administrou o processo em torno das duas ofertas públicas de aquisição concorrentes de maneira responsável.

Rijkman Groenink começou a trabalhar para o ABN Amro em 1974. Após ter ocupado vários postos nas divisões holandesa e internacional, passou a integrar a diretoria da instituição em 1988.

Na década de 1990, participou da gestão do negócio de bancos de investimento e dirigiu a unidade de negócios na Holanda até 2000, quando foi nomeado presidente

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