Superávit comercial da China chega a US$ 185,6 bi até setembro
da Efe, em Pequim
O superávit do comércio exterior da China alcançou US$ 185,6 bilhões nos nove primeiros meses de 2007, o que já supera o número total de 2006 (US$ 177,470 bilhões), informou nesta sexta-feira a agência estatal de notícias "Xinhua".
Entre janeiro e setembro, as exportações subiram a US$ 878,2 bilhões (27,1% a mais que no mesmo período de 2006), enquanto as importações também aumentaram, mas a um ritmo menor, 19,1% (US$ 692,6 bilhões).
Só em setembro, o superávit chegou a US$ 23,910 bilhões, 56,3% a mais que no mesmo mês do ano passado, de acordo com os números publicados pela Administração Geral de Alfândegas.
Analistas citados pela imprensa oficial assinalam que este ano o comércio exterior da China --terceira maior economia do mundo em volume de comércio-- chegará a US$ 2 trilhões, acima dos US$ 1,76 trilhão de 2006.
O forte déficit comercial de economias como da União Européia (UE) e EUA com a China está causando nos últimos anos graves tensões entre a China e seus maiores parceiros, em setores como o têxtil, o aço, a alimentação ou o calçado.
Os vários escândalos surgidos com a retirada do mercados de produtos fabricados na China --desde brinquedos a comida para animais e creme dental-- poderiam ser fruto desta crescente tensão.
Tanto Washington como Bruxelas exigiram de do governo chinês que, para reduzir o déficit comercial, flexibilize o câmbio de sua moeda, o yuan, que segundo economistas ocidentais se mantém a um preço baixo de forma artificial por parte da China, a fim de promover suas exportações.
Ao mesmo tempo, os dirigentes chineses prometem uma mudança progressiva na estrutura do comércio exterior do país, concentrando-se menos na exportação de grandes quantidades de produtos a baixo preço e começando a vender ao estrangeiro maior qualidade, com mais artigos de setores como o tecnológico.
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