Rato diz que dólar está supervalorizado e adverte para queda
da Efe, em Washington
O diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Rodrigo de Rato, disse nesta segunda-feira que o dólar está ainda "supervalorizado", apesar da forte queda da moeda americana frente às principais moedas, enquanto o euro está "perto" de seu ponto de equilíbrio.
Em um encontro com a imprensa, às vésperas da Assembléia Anual do FMI e do Banco Mundial, reconheceu que a desvalorização do dólar nos últimos dois ou três anos foi "bastante substancial", mas acredita que, segundo suas análises, deveria cair mais.
Rato baseou suas afirmações em um estudo da situação de equilíbrio a médio prazo das moedas, apesar de ter indicado que os mercados de futuros também estão antecipando uma maior desvalorização do dólar.
"Há espaço para uma maior desvalorização", disse, enquanto o euro está "em uma situação muito perto do equilíbrio."
No entanto, Rato alertou que os mercados têm em consideração vários fatores para determinar o valor de uma moeda, não só a análise do equilíbrio a médio prazo.
Ao mesmo tempo, Rato afirmou que o yuan chinês deveria ter mais flexibilidade em sua oscilação com outras moedas, para "refletir a situação da economia chinesa."
Sobre a recente turbulência nos mercados financeiros, Rato adiantou que deve causar uma redução do crescimento em nível mundial.
Segundo o diretor-gerente do FMI, a crise dos mercados colocou em evidência a existência de problemas de regulação do sistema financeiro.
No entanto, advertiu que os governos não deveriam cair na tentação de "aplicar novas regras de forma excessiva", e defendeu que exista um debate em nível multilateral sobre como resolver esse tipo de problema.
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