Bancos dos EUA estudam criar consórcio para adquirir capital de risco
da Efe, em Washington
Alguns dos maiores bancos do mundo estudam criar um fundo de US$ 75 bilhões que poderia comprar ativos de risco no setor hipotecário e em outras indústrias para aliviar a pressão sobre os mercados de crédito.
Entre os que participam das negociações estão gigantes das finanças globais como o Citigroup, Bank of America e JPMorgan Chase. A informação foi publicada hoje no jornal "The New York Times", que lembra que este tipo de pressão ameaça a economia americana.
As instituições financeiras mantiveram reuniões para criar um fundo que poderia impedir uma venda em massa de ativos de propriedade de veículos de investimento filiados aos bancos.
O jornal aponta que as reuniões, que tiveram início há três semanas, aconteceram a pedido do Departamento do Tesouro americano.
As instituições, segundo o "New York Times", poderiam chegar a um acordo geral amanhã mesmo, apesar de ainda faltar obter um consenso sobre os detalhes do funcionamento do fundo.
A publicação menciona que os interessados na proposta continuam mantendo reuniões este fim de semana.
"O Tesouro está muito interessado em encontrar uma solução para dissipar o temor que paira sobre os mercados", disse Alex Roever, analista do JPMorgan Chase, que acompanhou as negociações, mas não participa delas. Segundo ele, chegar a um acordo é um grande desafio, pois há muitos atores envolvidos.
A proposta lembra o resgate do fundo de alto risco Long Term Capital Management em 1998, quando um grupo de grandes bancos se uniu para impedir o colapso do fundo, depois de ter feito uma série de apostas financeiras arriscadas e errôneas.
O "New York Times" destaca que a colaboração entre os grandes das finanças evidencia o alto nível de preocupação que ainda existe em relação à atual crise financeira, originada pela falta de pagamentos em massa no setor de hipotecas de alto risco dos Estados Unidos.
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