TAM e American Airlines suspendem vôos para a maior cidade da Bolívia
da Efe, em La Paz
Uma filial da companhia aérea brasileira TAM e a americana American Airlines suspenderam de forma indefinida seus vôos para Santa Cruz, a maior cidade da Bolívia, porque funcionários do aeroporto queriam cobrar em dinheiro um tributo supostamente ilegal, informaram hoje fontes oficiais.
O diretor nacional de Aeronáutica Civil, Javier García, criticou os administradores do aeroporto de Santa Cruz por adotarem uma medida irregular. Ele afirmou que os convênios estabelecem que os pagamentos devem ser depositados numa conta e não pagos em dinheiro no terminal.
Rimor Chávez, diretor nacional da Aasana (Administração Autônoma de Serviços Auxiliares de Navegação Aérea), informou que a TAM Mercosul suspendeu hoje um vôo com 100 passageiros com destino ao Paraguai. A empresa se recusou a pagar o tributo no aeroporto.
Um avião da American Airlines partiu para Miami (Estados Unidos) vazio e deixou em terra 200 passageiros. O vôo não obteve da torre de controle do aeroporto a autorização para a viagem, também por se opor à cobrança.
O diretor nacional da Aasana acrescentou que a Aerolíneas Argentinas também anunciou às autoridades bolivianas que pode suspender suas operações em Santa Cruz até que seja esclarecido o problema.
As companhias aéreas afetadas podem operar de La Paz, 4 mil metros acima do nível do mar. Mas Santa Cruz, de 1,5 milhão de habitantes, é a base de onde parte a maioria dos vôos internacionais que saem da Bolívia, explicou o funcionário.
A origem do conflito é uma reivindicação do escritório da Aasana de Santa Cruz para que os impostos fiquem ali e não entrem nas contas nacionais. Fontes do Governo boliviano explicaram que o escritório é controlado por um grupo de oposição radical.
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