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Dinheiro
17/10/2007 - 19h55

Setor comercial lamenta fim da redução da Selic

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da Folha Online

O setor comercial expressou insatisfação com a decisão desta quarta-feira do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central de manter a taxa básica de juros em 11,25% anuais.

O processo de redução dos juros brasileiros foi iniciado em setembro de 2005 e ao todo foram 18 cortes até setembro deste ano. No entanto, com o aquecimento da economia e o temor da autoridade monetária de que os preços se elevem, os diretores decidiram por unanimidade parar o processo de redução da Selic.

O presidente da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Alencar Burti, lamentou que o BC tenha quebrado a seqüência de cortes que já durava 25 meses.

"A decisão do Copom de manter inalterada a taxa Selic frustrou as expectativas dos empresários, que consideravam haver condições para uma nova redução dos juros. Lamentamos a manutenção e esperamos que ela represente apenas uma pausa no processo de redução, uma vez que o alto custo dos juros com a dívida pública não está sendo considerado", disse Burti através de nota.

Já o presidente da Fecomércio-RJ (Federação do Comércio do Rio de Janeiro), Orlando Diniz, discorda da decisão porque, para ele, não havia motivos para tal. "A crise nos mercados internacionais revelou-se temporária, o aumento do consumo das famílias tem sido acompanhado pelo avanço da capacidade produtiva, o dólar está em patamar mais baixo dos últimos sete anos e a inflação no terceiro trimestre revelou-se abaixo da observada no passado recente", disse. "Tudo isso justificaria a continuidade da redução dos juros no Brasil e não a sua interrupção".

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Comentários dos leitores
marco silva (2) 06/12/2007 09h09
marco silva (2) 06/12/2007 09h09
GUARULHOS / SP
Quando se fala em redução da inflação, fala-se em aumento da taxa selic. Até hoje, nunca ví discussão a respeito da redução da taxa do compulsório, a que os bancos são submetidos pelo total dos depósitos à vista, depositados diariamente no bacen. Aí sim é onde se concentra a política de controle da moeda e consequentemente mais ou menos dinheiro no mercado financeiro para aquecimento da economia, sem entretanto, encher os bolsos dos investidores estrangeiros com a selic. sem opinião
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jao abao (2) 06/12/2007 00h37
jao abao (2) 06/12/2007 00h37
RIO DE JANEIRO / RJ
Nao vejo mau algum porque vejo muito mal. Desculpem-me os caros co-leitores deste prestigioso pasquim quatrocentao. 1 opinião
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Roberto Machado (1) 06/12/2007 00h21
Roberto Machado (1) 06/12/2007 00h21
TERESINA / PI
O Sr. Henrique Meireles teima em manter os juros altos, diz que o Brasil nunca esteve numa situação tão confortável com grandes reservas em dólar. É preciso avisar este cidadão que o dólar está derretendo 4 opiniões
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