Cisco diz que obedece a lei e "não agiu de forma inapropriada"
da Folha Online
A Cisco Systems informou nesta sexta-feira que quatro de seus funcionários ainda estão detidos na Polícia Federal após a Operação Persona, que identificou indícios de fraude em importações na última terça-feira. A empresa não informou nomes, mas entre os detidos podem estar o presidente da empresa no Brasil, Pedro Ripper, e um ex-presidente.
A gigante do setor de telecomunicação, afirmou que obedece à lei e que "a ética e a integridade são os valores centrais" da empresa.
"Analisando os fatos aos quais tivemos acesso, não acreditamos que a Cisco agiu de forma inapropriada. Destacamos que a Cisco não importa produtos diretamente para o Brasil. As importações são feitas por revendedores", afirmou, em nota.
A Cisco reafirmou que "está cooperando plenamente com as autoridades e, paralelamente, conduzindo uma meticulosa investigação interna".
Em reportagem publicada na Folha desta sexta-feira (exclusivo para assinantes), a Polícia Federal afirma que a Cisco brasileira subfaturava a importação de produtos de informática e de telecomunicações em até 70%.
Embora não admita irregularidades, a empresa afirmou que "assumirá responsabilidade e tomará as medidas cabíveis assim que forem finalizadas as investigações dos fatos".
Por enquanto, de acordo com a Cisco, os esforços estão concentrados nos quatro funcionários detidos e o apoio às suas famílias. A companhia informa também que está tomando as medidas necessárias junto aos seus parceiros para garantir o atendimento aos clientes no Brasil.
A empresa afirmou ainda que "tem participado desde o início, e de forma decisiva, da construção da internet no Brasil" e que "se orgulha de suas contribuições para a economia brasileira, fornecendo redes críticas de internet, e de sua participação ativa na promoção da inclusão digital no país".
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