EUA e América Latina estudam efeitos de "avalanche" de produtos chineses
da Efe, em Washington
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, e representantes de México, Argentina, Chile, Colômbia, Peru e Uruguai analisaram neste sábado os efeitos das importações da China em suas respectivas economias.
"Foram analisados temas vinculados à situação econômica internacional e temas ligados à evolução da economia chinesa e sua relação com o conjunto dos países tanto em termos econômicos como comerciais", disse no encerramento do encontro o ministro da Economia da Argentina, Gustavo Peirano.
Os participantes discutiram o efeito das importações da China sobre a indústria local e as distorções de comércio que elas podem ocasionar, temas pelos quais compartilham "uma grande preocupação", disse o ministro da Fazenda da Colômbia, Óscar Iván Zuluaga.
Os bens chineses afetam seriamente a produção dos mercados internos, já que "as estruturas de custos [na China] são muito inferiores às de nossos países", disse Zuluaga.
Os governos presentes expuseram sua política para responder à essa concorrência.
Zuluaga informou que a Colômbia limitou o número de portos por onde podem chegar produtos que vêm do Panamá e que são feitos na China como uma forma de aumentar seu controle.
Os participantes concordaram que a China deve reformar seu sistema de previdência social e melhorar as condições dos trabalhadores, o que aumentará o custo de seus produtos.
Também foram discutidos no encontro a conjuntura econômica internacional, os preços das matérias-primas e as perspectivas da economia americana, segundo o ministro da Fazenda chileno, Andrés Velasco.
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