Em despedida, Rato diz que estar no FMI foi uma das maiores honras
da Efe, em Washington
O diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Rodrigo de Rato, disse nesta segunda-feira que ficar três anos e meio à frente do organismo multilateral foi uma das maiores honras de sua vida, em sua despedida oficial dos 185 membros da instituição.
"Por três anos e meio tive o privilégio de servir como diretor-gerente, e considero que este foi uma das maiores honras da minha vida", disse Rato em discurso na sessão plenária da Assembléia Anual do FMI e do Banco Mundial.
"Naturalmente, um diretor-gerente não é dono do FMI, simplesmente o administra por um tempo e, no melhor dos casos, ajuda a que um pessoal comprometido e membros interessados trabalhem em harmonia", acrescentou.
Rato deixará o cargo em 31 de outubro e será substituído pelo francês Dominique Strauss-Kahn, sobre quem disse que é "uma pessoa que apresenta um talento excepcional."
Strauss-Kahn já teve reuniões com alguns dos ministros durante a Assembléia Anual, que termina nesta segunda-feira.
Em seu discurso, o ex-ministro espanhol afirmou que a reforma do FMI "faz parte de um processo revolucionário."
"O mundo exterior às vezes acha que o pessoal das instituições internacionais é reticente em mudar", afirmou.
"Isso não é certo do pessoal do FMI. Cada vez que pedi que mudassem, responderam ao desafio. De fato, foram além: eles mesmos foram o motor de mudança na instituição", disse.
Durante seu mandato no Fundo, que começou em junho de 2004, Rato se concentrou em impulsionar a reforma da instituição para redefinir seu papel no mundo.
Em particular, enfatizou a redistribuição do voto nos órgãos de poder da instituição, que variou muito pouco desde sua fundação em 1944.
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