Dinheiro
22/10/2007 - 20h21

Presidente da Cisco retoma trabalho após operação da PF

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da Folha Online

O presidente da Cisco no Brasil, Pedro Ripper, liberado pela Polícia Federal na madrugada do último domingo (21), retomou suas atividades na tarde desta segunda-feira no escritório da empresa em São Paulo. Ripper foi preso temporariamente com outros três executivos da empresa durante a Operação Persona, que apura suspeitas de importação irregular.

Divulgação
Pedro Ripper, atual presidente da Cisco no Brasil, retoma cargo após operação da PF
Pedro Ripper, atual presidente da Cisco no Brasil, retoma cargo após operação da PF

Outros dois executivos também foram liberados: Marco Sena, diretor de canais e Daniela Ruiz, gerente regional de vendas. Eles retomaram o trabalho também em São Paulo. Os suspeitos de participar do esquema foram presos na última terça-feira.

A empresa informou ainda que os dois escritórios no Brasil, em São Paulo e no Rio, chegaram a ser fechados pela PF, mas estão abertos.

O quarto executivo detido durante a operação, Carlos Roberto Carnevali, teve a prisão prorrogada pela Justiça Federal. A empresa não informou qual é o seu cargo.

Em sua página na internet, o link que levava ao perfil dos executivos da Cisco não está em funcionamento.

Prisão prorrogada

O juiz federal Alexandre Cassetari, da 4ª Vara Federal Criminal, prorrogou a prisão temporária de seis envolvidos na Operação Persona. Continuam presos, além de Carnevali, José Roberto Pernomian Rodrigues, Paulo Roberto Moreira, Helio Benetti Pedreira, Cid Guardia Filho e Moacyr Alvaro Sampaio.

De acordo com o juiz, 'a necessidade de rápida e maior apuração pela polícia de dados e elementos (...) confirmam que há novos elementos de riscos de que esses investigados venham a atrapalhar a investigação. Com isso, há comprovação de necessidade da prorrogação da prisão, que continua imprescindível para a investigação'.

O juiz decidiu não prorrogar a prisão de outros suspeitos, como o presidente da Cisco no Brasil, Pedro Ripper, além Fernando Machado Grecco, Marcelo Naoki Ikeda, Fabiano Reis de Souza, Jair Rodrigues de Oliveira, Maurício Rocha Maia, Silvio Rogerio Ferreira Sande, Daniela Wink Ruiz e Raimundo Nonato de Sá.

"Não há na representação novos elementos que demonstrem a existência de riscos de que esses investigados venham a atrapalhar a investigação", disse Alexandre Cassetari.

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