Dinheiro
24/10/2007 - 16h18

Freqüência de 3G de celulares custará R$ 111,8 mi na Grande SP

LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

As operadoras de celular terão que pagar pelo menos R$ 111,83 milhões para comprar freqüências da chamada terceira geração de celulares na região metropolitana de São Paulo. O valor está previsto no edital do leilão divulgado nesta quarta-feira pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). A licitação será feita no dia 18 de dezembro.

Por determinação da Anatel, quem comprar freqüências na Grande São Paulo terá obrigatoriamente que levar também faixas nos Estados do Amazonas, Amapá, Pará, Maranhão e Roraima. A agência fez essa vinculação para evitar que esses Estados, menos atrativos economicamente, ficassem sem cobertura.

Serão oferecidas quatro faixas nesse lote, a mais barata pelo preço mínimo de R$ 111,83 milhões nas três freqüências de 20 MHz e R$ 167,75 milhões na de 30 MHz. Ganha a operadora que pagar o maior preço.

A empresa que comprar faixas no interior de São Paulo terá também que levar os Estados de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte. Nesse pacote, o valor mínimo é de R$ 85,98 milhões nas faixas menores e R$ 128,97 milhões na maior.

O lote mais caro será o cobrado por faixas na região da Brasil Telecom --regiões Sul, Centro-Oeste além do Tocantins, Rondônia e Acre. As três freqüências menores terão preço mínimo de R$ 227,47 milhões e a maior R$ 341,2 milhões. Pelo lote que inclui os Estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Sergipe será cobrado R$ 163,66 milhões e R$ 245,5 milhões respectivamente.

No total, a Anatel licitará 44 bandas em 11 regiões. Os preços mínimos das faixas somam R$ 2,8 bilhões. Com a tecnologia 3G, o usuário terá maior velocidade na transmissão de fotos e vídeos e ainda o acesso à internet com velocidade banda larga pelo celular.

A Anatel vinculou a venda das freqüências à obrigação de levar o serviço para cidades do interior, o que garantirá a cobertura em todos os municípios do Brasil até 2010. As empresas ganharão uma espécie de desconto por conta dessas obrigações.

O preço total das licenças poderia ser até 42% maior caso não fosse exigida cobertura.

Segundo o edital, as empresas são obrigadas a cobrir todos os municípios com menos de 30 mil habitantes em até dois anos depois da assinatura dos contratos, ou seja, até o início de 2010. Além disso, terão que oferecer serviços de terceira geração em dois anos em todas as capitais, no Distrito Federal e em cidades com mais de 500 mil habitantes; em quatro anos em todos os municípios com mais de 200 mil habitantes e em pelo menos metade dos municípios com mais de 100 mil pessoas; e em oito anos em 60% dos municípios com menos de 30 mil moradores.

Acompanhe as notícias em seu celular: digite o endereço wap.folha.com.br

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca