Lucro líquido da Daimler caiu 39,5% nos nove primeiros meses
da Efe, em Frankfurt
O consórcio automobilístico alemão Daimler registrou um lucro líquido de 2,3 bilhões de euros (US$ 3,28 bilhões) nos nove primeiros meses do ano, 39,5% a menos que no mesmo período de 2006.
A companhia informou hoje que a queda se deve à perda de 2,6 bilhões de euros (US$ 3,71 bilhões) devida à venda de uma participação de 80,1% em sua filial americana Chrysler ao investidor financeiro Cerberus Capital Management.
Apesar da queda do lucro nos nove primeiros meses do ano, os acionistas comemoraram o fato de o consórcio ter "fechado definitivamente o capítulo da Chrysler".
A Daimler destacou que a perda pela venda da Chrysler inclui 2,216 bilhões de euros (US$ 3,168 bilhões) de impostos que a companhia terá que pagar após o novo cálculo de suas atribuições fiscais depois de vender a sua divisão americana.
No terceiro trimestre do ano, a companhia registrou uma perda líquida de 1,533 bilhão de euros (US$ 2,191 bilhões), contra um lucro de 868 milhões de euros (US$ 1,24 bilhão) entre julho e setembro de 2006.
Nos nove primeiros meses do ano, o faturamento da Daimler subiu 1%, a 72,89 bilhões de euros (US$ 104,2 bilhões), enquanto as vendas do consórcio se mantiveram em 1,51 milhão de automóveis.
A companhia explicou que as vendas não sofreram alteração porque a demanda de caminhões caiu nos Estados Unidos, Canadá e Japão, e esta queda anulou as altas de vendas nas divisões de carros de passeio, caminhonetes e ônibus.
O Ebit (lucro antes de despesas financeiras e impostos em relação à receita operacional líquida) ficou em 7,3 bilhões de euros (US$ 10,43 bilhões) até setembro, 65,9% a mais que em 2006.
A alta do Ebit se deve em parte à divisão Mercedes-Benz Cars, que se beneficiou do aumento das vendas e de um programa para melhorar a eficiência em suas fábricas.
Segundo a Daimler, o aumento das vendas da Mercedes-Benz ocorreu devido à demanda pelos modelos das classes S, M, R, GL e G.
A Daimler previu que o Ebit subirá 70% no conjunto do ano, a 8,5 bilhões de euros (US$ 12,15 bilhões), em parte devido à redução de sua participação no consórcio europeu aeroespacial e de defesa EADS.
O faturamento em 2007 deve chegar a 99 bilhões de euros (US$ 141,5 bilhões), já que se espera que as vendas de caminhões, ônibus e carros de passeio totalizem 2,1 milhões de unidades, como em 2006.
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