Analistas de mercado reduzem previsão de inflação para 2007
da Folha Online
A previsão para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) neste ano foi reduzida para 3,86%, contra a estimativa de 3,91% divulgada na semana passada. Para 2008, a previsão foi mantida em 4,10%. Os dados constam do boletim semanal Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central.
Para outubro, a estimativa dos analistas do Top 5 (grupo que reúne as cinco instituições que mais acertam o comportamento dos indicadores econômicos) é de que IPCA fique em 0,19%, contra a previsão de 0,31% divulgada na semana passada. A projeção mais ampla do mercado é de que o índice registre alta de 0,22% neste mês (abaixo do 0,26% registrado uma semana antes).
O centro da meta para o IPCA é de 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos para cima ou para baixo.
Já para o IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado), a previsão para este ano foi elevada de 5,50% para 5,56%. A expectativa para o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) foi mantida em 5,76%. Para 2008, a previsão para ambos os indicadores está em 4%. Neste mês, a expectativa para o IGP-DI é de uma alta de 0,56% e a do IGP-M, de 0,81% (mesmas do boletim anterior).
Para o dólar, a estimativa para outubro é que a moeda norte-americana termine o mês cotada a R$ 1,80 --mesma estimativa da semana passada. Já para o ano, os analistas reduziram a previsão da cotação para R$ 1,80, contra R$ 1,82 da previsão anterior.
A projeção para a expansão da economia brasileira continua no mesmo patamar: um crescimento de 4,70% do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano e, em 2008, uma expansão de 4,40%.
Em relação à produção industrial, a aposta de crescimento para este ano foi elevada para 5,17%, contra a estimativa anterior, de expansão de 5,13%. Em 2008, a estimativa foi mantida --aumento de 4,50%.
A projeção para este ano para o superávit da balança comercial, que é o saldo positivo entre exportações e importações, caiu para US$ 41 bilhões --contra US$ 42 bilhões da previsão anterior. Para 2008, a previsão caiu de US$ 35 bilhões para US$ 34,40 bilhões.
Selic
A previsão para a Selic foi mantida em 11,25%. Para o ano que vem, a previsão foi mantida em 10,25%.
Neste mês, o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu manter a Selic em 11,25%, após uma seqüência de 18 reduções consecutivas. A decisão do BC foi diferente da esperada por parcela do mercado, que previa um corte de 0,25 ponto percentual.
Após a decisão do BC, os analistas revisaram as projeções e não esperam mais uma nova redução na última reunião de 2007, que ocorre em dezembro. A expectativa agora é de que o processo de cortes será retomado apenas em março.
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