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Dinheiro
29/10/2007 - 15h59

BC alerta para alta da inflação em 1º Boletim Regional

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da Folha Online

Na primeira edição de seu Boletim Regional, o Banco Central apontou índices em elevação do emprego, do comércio varejista e do fluxo de comércio internacional. Por outro lado, a autoridade monetária alertou para "sinais de aceleração mais intensa" da inflação.

Elaborado pelo BC, o "Boletim Regional" vai ser publicado a cada três meses, apontando as condições da economia por regiões e alguns Estados do país (Bahia, Ceará, Pernambuco, Minas, Rio, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul).

"Sob o enfoque regional, enfatiza-se a evolução de indicadores que repercutem as decisões de política monetária --produção, vendas, emprego, preços, comércio exterior, entre outros", informa o BC, responsável, por exemplo, pela definição da taxa básica de juros, a Selic.

Conforme o estudo, a inflação encontra-se contida nas várias regiões, com exceção de onde "o aquecimento econômico mostra-se mais pronunciado, como em Minas Gerais, que registrou, entre os Estados, a maior taxa para os preços livres no ano até agosto".

Em Minas Gerais, a alta dos preços nos oito primeiros meses do ano foi de 4,07%, pressionada pela inflação dos alimentos. No Brasil, o índice foi de 3,53%. Os preços monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, educação e outros) aumentaram 4,08% no período, em Minas, e 1,19%, no Brasil.

Segundo o relatório, de maneira geral, destacam-se os dados de vendas do comércio, os impactos da recuperação agrícola sobre o Sul e o Centro-Oeste e os programas de transferência de renda no Norte e Nordeste.

Por parte da indústria, o BC aponta "maior dinamismo" nas regiões que concentram a produção de equipamentos de transportes --e, principalmente, carros-- e naquelas em que a indústria extrativa mineral tem sido estimulada pelas exportações.

Na Região Sudeste, a indústria puxa o desenvolvimento econômico em todos os Estados e, principalmente, em Minas e São Paulo, "cujas produções industriais registram, no trimestre encerrado em julho, ante o trimestre finalizado em abril, altas significativamente maiores que a média nacional. "A economia do Sudeste deve permanecer em expansão nos próximos meses, em ambiente de ampliação das vendas, da produção industrial e do emprego", diz o BC.

Quanto aos preços, no Estado de São Paulo, mais especificamente, o BC alerta: "embora a inflação deva permanecer controlada, devem ser considerados os riscos inerentes à ampliação da demanda interna sobre a disseminação da elevação dos preços, centrada, inicialmente, no segmento de produtos alimentícios".

Vendas em alta

Na Região Norte, a autoridade monetária destaca a expansão de 10,3% do volume de vendas entre janeiro e julho --o maior aumento entre as regiões. Quanto à indústria amazonense, aponta a "perda de competitividade de seus produtos no comércio internacional, em especial no que se refere à indústria de itens eletrônicos e de comunicação".

Na Região Nordeste, o BC também aponta o desenvolvimento do comércio como motor da economia. "A economia nordestina também se favoreceu da expansão das exportações, que atingiram nível recorde para o trimestre maio a julho", com destaque para os embarques de minério de ferro e de manufaturados, em conseqüência da implantação em Pernambuco da maior fábrica mundial de PET em fevereiro.

A recuperação do setor agropecuário é o destaque da Região Centro-Oeste. As exportações de produtos agrícolas (em especial o complexo soja) e de minerais são um estímulo à economia da região, segundo o BC.

A recuperação da agropecuária, segundo o BC, também é a principal influência da economia da Região Sul. "Os efeitos são percebidos tanto na elevação da produção agrícola como na retomada da expansão industrial, que concentra parte significativa de suas atividades na produção de insumos e equipamentos para a agricultura", informa o relatório.

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