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Dinheiro
29/10/2007 - 16h37

Dólar fecha a R$ 1,75, a menor cotação desde abril de 2000

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EPAMINONDAS NETO
da Folha Online

O dólar comercial foi negociado a R$ 1,755 para venda, em retração de 0,79%, nas últimas operações desta segunda-feira. É a menor cotação da moeda americana desde o dia 12 de abril de 2000. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,870 (venda), em baixa de 1,05%.

O Banco Central realizou leilão de compra de moeda e adquiriu divisas a R$ 1,7560 (taxa de corte). Desde o último dia 8, o BC retomou a prática de adquirir divisas diariamente no mercado de câmbio doméstico. Neste período, as reservas internacionais oscilaram de US$ 162,104 bilhões para US$ 166,665 bilhões (no dia 26, última data disponível).

Profissionais de mercado atribuem à derrocada das taxas de câmbio ainda ao "rescaldo" ao lançamento de ações da Bovespa Holding, que teve participação superior a 70% de investidores estrangeiros. O tamanho histórico da operação --R$ 6,5 bilhões-- deixa corretores inseguros sobre quanto desses recursos já foi liberado no mercado de câmbio.

A espera pelo reunião do Federal Reserve (banco central dos EUA) também pode ter contribuído para derrubar os preços do dólar: se a autoridade monetária americana realmente reduzir os juros básicos --hoje, em 4,75% ao ano-- aumenta o diferencial entre as taxas americanas e brasileiros, o que deve atrair mais recursos externos para o país.

Em paralelo, a derrocada contínua das taxas cambiais já faz profissionais de corretores duvidarem sobre a que nível o preço da moeda americana pode chegar. Especialistas dizem que a taxa cambial pode ter resistências para cair abaixo de R$ 1,75, a semalhança do que ocorreu quando o preço de R$ 1,80 foi alcançado.

"Eu também tinha dúvidas se a taxa iria cair mais quando chegou a R$ 1,80. O problema é que, hoje, a resistência somente está sendo feita pelo Banco Central", avalia Marcos Trabold, gerente de câmbio da corretora B&T.

Juros futuros

O mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos, ajustou para baixo novamente as projeções de taxas para 2008, 2009 e 2010.

No rol dos contratos mais negociados, o mercado acertou a projeção para abril de 2008 de 11,17% para 11,15%. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada cedeu de 11,43% para 11,34%. E no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 11,61% para 11,51%.

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Comentários dos leitores
Ismar Dias Ferreira (19) 15/12/2009 18h59
Ismar Dias Ferreira (19) 15/12/2009 18h59
Tratar a questão do câmbio como um problema conjuntural, como vem fazendo o Governo, é um equívoco. A atual valorização do real frente ao dólar e outras moedas resulta de uma nova realidade estrutural, ainda em fase de consolidação, que tende a tornar essa valorização ainda mais forte nos próximos anos. Por isso, exige resposta também estrutural. Exige um salto de produtividade por parte do parque produtivo nacional, que permita um reequlíbrio da competitividade de nossos produtos frente aos de nossos parceiros comerciais. Assim, medidas como baixa da taxa de juros, tributação da entrada de recursos estrangeiros, quarentena/pedágio sobre os investimentos especulativos, bem como o aumento sem limites das reservas cambiais do País, tudo isso poderá até surtir algum efeito de curtísssimo prazo, mas são medidas insustentáveis no médio e longo prazo e certamente não resolverão o problema. A (única) saída me parece óbvia, embora não tão fácil de implementar, que é atacar com firmeza e com sentido de urgência a questão do Custo Brasil, com investimentos maciços em infraestrutura, logísitca, educação e tecnologia por um lado e, por outro, com a revisão URGENTE dos nossos modelos/arcabouços tributário, trabalhista e previdenciário. Se isto não for atacado com prioridade máxima e com bastante foco, tudo o mais não passará de ações paliativas, no estilo "enxugar gelo". Mas isso, certamente, é TAREFA PARA O PRÓXIMO GOVERNO, pois que o atual bem pouco avançou nessa agenda! sem opinião
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celso assis (88) 11/12/2009 17h59
celso assis (88) 11/12/2009 17h59
A Bovespa está na maior bolha da história, e não é só devido aos gringos, que por sinal diminuiram sua exposição em novembro,mes em que a bolsa subiu mais de 8%. Neste mes quem aumentou sua participação foram os investidores institucionais, Bancos, e Empresas aqui do Brasil (ao todo aumentaram sua participação em cerca de 6,5% ) . Como se ve alguma coisa não bate com as informações divulgadas pela midia.
Sem dúvida alguem está pondo açucar para chamar os otários.
sem opinião
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Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
O nosso grande "Guru" Financeiro, o Sr. Lula da Silva deveria sair na capa da "Economist" vestido de CROUPIE. Seu governo está patrocinando o maior casino financeiro do mundo atual, bem aqui embaixo das nossas barbas !!!!
Não é a toa que os banqueiros de cá, e mesmo os de "olhinhos azuis", o estão idolatrando tanto.
Enquanto isso, nossa industria está sendo completamente sucateada !!!
Vamos parar com as "mentirinhas" e com a sapiência Marketeira !!!
Acorda Brasil !!!
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