Petróleo bate novo recorde e fecha a US$ 93,53
da Folha Online
da Efe, em Nova York
O petróleo cru em Nova York bateu novo recorde nesta segunda-feira ao subir 1,8% e fechar cotado a US$ 93,53. A permanência da tensão na fronteira entre Turquia e Iraque e o anúncio da estatal Pemex (Petroleos Mexicanos) de que reduzirá sua produção por conta de condições meteorológicas adversas puxaram a disparada da commodity.
De acordo com os analistas, a fragilidade do dólar também contribui para a alta.
Na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), os contratos do petróleo cru para entrega em dezembro --referência nos Estados Unidos-- subiram US$ 1,67. Nos últimos minutos do pregão, o barril da commodity chegou a ser negociado a US$ 93,8.
Em Londres, o petróleo Brent (referência na Europa) também bateu recorde hoje ao fechar a US$ 90,32. Em relação à sexta-feira, o barril da commodity para entrega em dezembro, negociado na Bolsa Intercontinental de Futuros (ICE Futures) subiu US$ 1,63.
Suspensão
A Pemex anunciou ontem que suspendeu a produção diária em cerca de 200 mil barris na região do golfo do México. Com a perspectiva de tempestades na região, a empresa planeja interromper as atividades, que podem afetar a produção de mais 400 mil barris diários.
A Pemex produz cerca de 3,2 milhões de barris por dia --dos quais cerca de 2,7 milhões são produzidos na baía de Campeche, na região sul do golfo.
A confiança dos investidores ainda vem sofrendo abalos com a situação de tensão no Oriente Médio e com a perspectiva de baixos estoques, no momento em que o inverno (período em que o consumo cresce) se aproxima do hemisfério Norte.
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