Dinheiro
30/10/2007 - 12h48

Para governo boliviano nunca houve "ruptura" com Petrobras

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da Efe, em La Paz

O governo da Bolívia afirmou nesta terça-feira que nunca houve uma "ruptura" com a Petrobras, apesar de a empresa ter suspendido investimentos em novos projetos no país vizinho após a nacionalização decretada pelo presidente Evo Morales.

"Em nenhum momento houve ruptura [com a Petrobras] nem tensões de nenhuma natureza", disse o ministro dos Hidrocarbonetos da Bolívia, Carlos Villegas, em entrevista à televisão local "ATB".

Villegas ressaltou que, nos últimos dias, conversou várias vezes com o ministro de Minas e Energia, Nelson Hubner, e o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, sobre a "necessidade de inaugurar uma nova fase" na relação bilateral, especialmente no âmbito energético.

A Petrobras, maior empresa estrangeira na Bolívia, foi uma das mais afetadas pela decisão do presidente de nacionalizar os hidrocarbonetos, em maio de 2006. Desde então, a empresa só realiza os investimentos necessários para manter suas atividades já existentes no país vizinho.

Além disso, em agosto o governo Morales fechou a compra das duas refinarias que a Petrobras administrava na Bolívia.

Atualmente, a companhia explora na Bolívia os campos de gás natural de Santo Antonio e San Alberto e é responsável pelo gasoduto Brasil-Bolívia.

Villegas reiterou que os equipamentos técnicos da Petrobras e da estatal YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos) "já estão trabalhando" no estudo dos novos investimentos.

Além disso, Gabrielli e o ministro Nelson Hubner vão à Bolívia na próxima semana a fim de manter as negociações.

Villegas disse também que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitará Bolívia ainda este ano, como o próprio Evo Morales tinha anunciado na quinta-feira passada.

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