Dinheiro
30/10/2007 - 14h28

Confiança do consumidor nos EUA atinge nível mais baixo em 2 anos

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da Folha Online

A confiança do consumidor americano registrou queda neste mês, ficando em 95,6 pontos, contra 99,5 pontos em setembro. O índice de outubro ficou, assim, no nível mais baixo desde outubro de 2005, quando chegou a 85,2 pontos. Os dados foram divulgados nesta terça-feira pelo instituto privado de pesquisa Conference Board.

A expectativa dos analistas era de que o índice ficasse no patamar de setembro. O instituto destaca a situação de fraco desempenho do comércio varejista.

"Um novo enfraquecimento nas condições de negócios mais uma vez afetou a avaliação dos consumidores sobre as condições atuais e pode muito bem ser o anúncio de um crescimento débil do número de empregos nos meses à frente", disse a diretora de pesquisa do instituto, Lynn Franco, em um comunicado.

"Além disso, os consumidores estão ficando mais pessimistas quanto ao cenário de curto prazo e isso sugere um fim de ano menos eufórico", afirmou.

O indicador referente à confiança nas condições atuais caiu para 118.8 pontos neste mês, contra 121,2 um mês antes. Já o indicador de expectativas (que apura as estimativas dos consumidores para os próximos seis meses) caiu para 80,1 neste mês, contra 85 de setembro.

Apesar da proximidade da temporada das compras de Natal, o setor varejista teme que a disposição dos consumidores para gastar seja afetada por fatores como a alta nos preços da energia e dos alimentos, a crise imobiliária em curso e a restrição ao acesso ao crédito --devido à crise no mercado de hipotecas de risco.

No mês passado, o Federal Reserve (Fed, o BC americano) cortou sua taxa de juros em 0,5 ponto percentual (para os atuais 4,75% ao ano), a fim de evitar que a crise das hipotecas de risco (chamadas de "subprime"), que teve seus efeitos mais pronunciados até o momento no mercado financeiro, afetasse a economia como um todo.

Hoje o Fed se reuniu para decidir qual será o próximo movimento na taxa de juros --a expectativa entre analistas e investidores é de um novo corte, de ao menos 0,25 ponto percentual. A decisão deve ser anunciada amanhã.

Na sexta-feira (2) o Departamento do Trabalho deve divulgar o número de empregos criados e a taxa de desemprego, ambos referentes a outubro --a expectativa é de criação de 80 mil empregos e de um,a taxa de desemprego de 4,7%.

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