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Dinheiro
30/10/2007 - 16h21

Strauss-Kahn assume a direção do FMI na quinta-feira

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da France Presse, em Washington

O francês Dominique Strauss-Kahn assume na quinta-feira a direção do FMI (Fundo Monetário Internacional) com duas missões: modernizar a instituição, que já tem 60 anos de existência, e recuperar suas finanças.

A assembléia geral do FMI, realizada de 20 a 22 de outubro em Washington, lembrou indiretamente estas duas prioridades ao ex-ministro socialista das Finanças, que substitui no cargo o conservador espanhol Rodrigo de Rato.

"Em abril, deve haver uma conclusão pronta sobre a revisão do sistema de quotas-partes", afirmou Tommaso Padoa-Schioppa, presidente do Comitê Monetário e Financeiro Internacional do Fundo.

A repartição das cotas --que regula o equilíbrio de forças entre os 185 membros do FMI-- é alvo de duras discussões toda vez que os países industrializados se recusam a ceder poder aos países emergentes.

"O outro ponto forte do comunicado final fala do acerto das finanças do fundo, que deve ser feito antes de abril do próximo ano, devendo não somente incluir o aumento das arrecadações como também a redução dos gastos", continuou.

Há alguns dias, os ministros das Finanças do G7 (grupo dos sete países mais industrializados) admitiram que o relógio só vai andar se as reformas avançarem.

"O FMI deve começar seriamente a revisar suas atividades e consolidar seus gastos", afirmaram em um comunicado ao finalizar sua reunião em Washington.

Mais explícito ainda, o secretário americano do Tesouro, Henry Paulson, afirmou que a "situação financeira do FMI se tornou insustentável."

"Um plano para reformar rapidamente o pessoal e os gastos do fundo deve ser uma das prioridades do novo diretor-gerente", disse.

O FMI perdeu cerca de US$ 110 milhões no exercício fiscal que termina em abril, e deve perder o dobro em 2008, indicou no fim de outubro a agência Standard & Poor's.

Os gastos do funcionamento do FMI, que conta com 2.691 empregados, se aproximam dos US$ 1 bilhão por ano.

Após a nomeação no fim de setembro, Strauss-Kahn, 58, disse que também era indispensável "limitar os gastos" do fundo, e afirmou que a redução do tamanho da instituição "está seriamente em debate."

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