Brasil é o 72º país em competitividade, diz Fórum Econômico Mundial
da Efe, em Genebra
O Brasil ocupa o 72º lugar no ranking do Relatório Global de Competitividade 2007-2008, elaborado com o estudo de 131 países e pesquisas com 11 mil executivos, e que teve o seu resultado divulgado nesta quarta-feira pelo Fórum Econômico Mundial.
A colocação do Brasil ocorreu em função das "notáveis melhoras nos últimos anos na solidez das finanças públicas e na redução do endividamento público", de acordo com o documento.
No entanto, a competitividade do país continua a ser baixa em comparação com as grandes economias mundiais.
O relatório apontou os Estados Unidos como o país mais competitivo do mundo, seguido por Suíça, Dinamarca, Suécia, Alemanha, Finlândia e Cingapura.
O Chile conseguiu se manter por mais um ano como a economia líder em competitividade da América Latina e Caribe, acima de México, Colômbia e Argentina.
A permanência do Chile no topo do ranking ocorreu porque o país "conta com um dos mais desenvolvidos e sofisticados mercados financeiros", segundo o relatório.
"Desde a última grande crise financeira de 1995, o México [52º colocado] deu passos importantes para a estabilidade macroeconômica, demonstrou uma alta efetividade no aproveitamento do potencial do seu grande mercado interno", afirmou o relatório.
No entanto, o Fórum ressaltou que "as preocupações com a governabilidade, a falta de segurança e um sistema educacional pobre ainda requerem mais esforços para conseguir melhores níveis de competitividade internacional" no México.
A Argentina --em 85º lugar-- "recuperou-se indiscutivelmente da crise econômica de 2001", embora "seus indicadores reflitam dúvidas sobre temas como a continuidade das políticas econômicas, a burocracia e a falta de transparência no setor público", de acordo com o relatório.
O estudo mostrou que a Colômbia (69º colocado) registra ainda um índice de competitividade "afastado do das economias mais dinâmicas do mundo".
A responsável da área de pesquisa da América Latina, Irene Mia, disse que essa situação se deve, principalmente, "à qualidade do governo estadual, pobres infra-estruturas e deficientes fatores de mercado".
O Fórum, uma instituição privada com sede na Suíça, estabelece a classificação dos países em função de um Índice Global de Competitividade desenvolvido pelo economista espanhol Xavier Sala i Martín.
Esse indicador leva em conta até 12 pilares das economias, entre eles as instituições, infra-estruturas, educação, inovação, tecnologia, o tamanho do mercado e a estabilidade macroeconômica.
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