Dinheiro
31/10/2007 - 16h42

Dólar fecha a R$ 1,73 e bate menor nível desde março de 2000

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EPAMINONDAS NETO
da Folha Online

A taxa de câmbio recuou para o seu menor nível desde o dia 24 de março de 2000, nos últimos negócios desta quarta-feira. O dólar comercial foi cotado a R$ 1,737 para venda, em declínio de 0,96%.

Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,850 (venda), em baixa de 1,06% sobre a cotação final de ontem.

Os participantes do mercado financeiro operaram à espera da reunião do Federal Reserve (banco central dos EUA), que anunciou às 16h15 a nova taxa básica de juros americana: 4,50% ao ano, ante 4,75%.

Para economistas, o distanciamento entre os juros americanos e brasileiros --a taxa básica do país é de 11,25%-- pode atrair mais recursos para o país e derrubar ainda mais a taxa de câmbio.

Para Nélson Moraes, gerente de câmbio da corretora Fluxo, a decisão do Fed deve ter efeito limitado sobre as operações de amanhã. "Foi sem surpresas: pelo menos 90% do mercado esperava o corte desse tamanho. Agora, a tendência da moeda ainda é de queda", avalia.

Comprados e vendidos

Hoje foi o dia final para a disputa entre "comprados" e "vendidos" pela Ptax, a taxa oficial de câmbio calculada pelo Banco Central. A Ptax do final de mês é a referência para a liquidação de uma série de aplicações financeiras negociadas no mercado futuro de dólar, na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros).

Por isso, no último dia útil do mês, costuma ocorrer uma "queda de braço" entre investidores no mercado à vista, conforme interesse ao investidor que a cotação suba ou caia.

Desta vez, a vitória foi dos "vendidos", jargão do mercado para investidores que ganham com a queda das cotações da moeda americana.

"Aconteceu o esperado. Quem vende está sempre ganhando nesse mercado", comenta Moraes, da mesa de operações da Fluxo.

Juros futuros

O mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos, mostrou cautela, com poucas variações nos contratos com vencimentos em 2008, 2009 e 2010.

Entre os contratos mais negociados, a taxa projetada para abril de 2008 cedeu de 11,16% para 11,15%; no contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada passou de 11,35% para 11,36%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada foi mantida em 11,54%.

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Comentários dos leitores
Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
Rogério Turchetti (39) 26/11/2009 16h35
O nosso grande "Guru" Financeiro, o Sr. Lula da Silva deveria sair na capa da "Economist" vestido de CROUPIE. Seu governo está patrocinando o maior casino financeiro do mundo atual, bem aqui embaixo das nossas barbas !!!!
Não é a toa que os banqueiros de cá, e mesmo os de "olhinhos azuis", o estão idolatrando tanto.
Enquanto isso, nossa industria está sendo completamente sucateada !!!
Vamos parar com as "mentirinhas" e com a sapiência Marketeira !!!
Acorda Brasil !!!
4 opiniões
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JOSE MOTTA (51) 26/11/2009 15h17
JOSE MOTTA (51) 26/11/2009 15h17
O SALARIO NO BRASIL É REALMENTE BAIXO, PORÉM INCIDE MUITO ENCARGOS QUE ENCARECEM ESSES SALARIOS PARA AS EMPRESAS, POR EXEMPLO, PORQUE PAGAR PLANO DE SAÚDE SAÚDE PARA OS FUNCIONÁRIO TEMOS O "SUS".? AGORA NÃO É O MAIS BAIXO DO MUNDO. AGÚEM JÁ PROCUROU SABER QUANTO GANHA UM TRABALHAR CHINÊS, CONSIDERADA E SEGUNDFA ECONOMIA MUNDIAL? sem opinião
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Cristiano Garcia (373) 26/11/2009 14h56
Cristiano Garcia (373) 26/11/2009 14h56
Ora, ora, o banco americano Goldman Sachs que não conseguiu prever a crise economica que acometeu e quase levou na enxurrada de falencias a propria instituição, continua a tecer opiniões sobre a economia alheia. Agora quer prejudicar a economia brasileira com essas afirmações que tendem a criar um recuo ou tensão no dinheiro que vem sendo investido no Brasil.
Esses safados que não previram a crise global, deveriam ficar de boca fechada.
sem opinião
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