Dinheiro
01/11/2007 - 13h10

Strauss-Kahn toma posse e promete avançar reforma do FMI

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da Efe, em Washington

O francês Dominique Strauss-Kahn prometeu levar a reforma do FMI (Fundo Monetário Internacional) "mais longe e mais rápido", após tomar posse nesta quinta-feira como diretor-gerente do organismo.

"Dou as boas-vindas a Dominique Strauss-Kahn a seu novo lar", disse o espanhol Rodrigo de Rato, diretor do FMI até então, durante a cerimônia de transferência de cargo na principal instituição financeira pública do mundo.

Eles subiram as escadas do pátio interno do edifício juntos para um breve encontro com a imprensa, o último de Rato no cargo.

"Agora sou o diretor-gerente do Fundo e estou muito orgulhoso disso", disse Strauss-Kahn.

"Eu gostaria prestar homenagem a Rodrigo de Rato, que lançou um monte de reformas absolutamente necessárias para a instituição", acrescentou o ex-ministro francês sob o olhar da mulher, a jornalista Anne Sinclair.

"Desejo a Rodrigo o melhor na Espanha, e entendo que ele pôs muito empenho em sua nova vida e está contente de voltar a ela", disse Strauss-Kahn.

Rato anunciou em junho que deixaria o cargo por razões pessoais.

No discurso, o ex-ministro da Economia espanhol afirmou estar "muito orgulhoso" de ter passado três anos e meio no FMI e do trabalho durante esse período.

Rato e Strauss-Kahn se despediram com um abraço, após o qual o francês subiu ao 12º andar, onde fica seu escritório.

"Eu me defini durante a campanha como o candidato da reforma. Portanto, fui eleito para a reforma. Vou partir do que Rato fez durante os últimos anos, mas irei mais longe e mais rápido na reforma da instituição", disse Strauss-Kahn já no escritório.

"O mandato da instituição não mudou, mas sim o mundo, de forma espetacular", acrescentou.

A peça fundamental dessa reforma é uma redistribuição dos votos para dar mais poder aos países emergentes que cresceram mais que o resto do mundo nas últimas décadas, como a China, a Coréia do Sul, a Turquia e o México.

Esse projeto tem a oposição de países super-representados no fundo, principalmente europeus, que são reticentes a ceder parte de seu poder de voto.

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