Strauss-Kahn toma posse e promete avançar reforma do FMI
da Efe, em Washington
O francês Dominique Strauss-Kahn prometeu levar a reforma do FMI (Fundo Monetário Internacional) "mais longe e mais rápido", após tomar posse nesta quinta-feira como diretor-gerente do organismo.
"Dou as boas-vindas a Dominique Strauss-Kahn a seu novo lar", disse o espanhol Rodrigo de Rato, diretor do FMI até então, durante a cerimônia de transferência de cargo na principal instituição financeira pública do mundo.
Eles subiram as escadas do pátio interno do edifício juntos para um breve encontro com a imprensa, o último de Rato no cargo.
"Agora sou o diretor-gerente do Fundo e estou muito orgulhoso disso", disse Strauss-Kahn.
"Eu gostaria prestar homenagem a Rodrigo de Rato, que lançou um monte de reformas absolutamente necessárias para a instituição", acrescentou o ex-ministro francês sob o olhar da mulher, a jornalista Anne Sinclair.
"Desejo a Rodrigo o melhor na Espanha, e entendo que ele pôs muito empenho em sua nova vida e está contente de voltar a ela", disse Strauss-Kahn.
Rato anunciou em junho que deixaria o cargo por razões pessoais.
No discurso, o ex-ministro da Economia espanhol afirmou estar "muito orgulhoso" de ter passado três anos e meio no FMI e do trabalho durante esse período.
Rato e Strauss-Kahn se despediram com um abraço, após o qual o francês subiu ao 12º andar, onde fica seu escritório.
"Eu me defini durante a campanha como o candidato da reforma. Portanto, fui eleito para a reforma. Vou partir do que Rato fez durante os últimos anos, mas irei mais longe e mais rápido na reforma da instituição", disse Strauss-Kahn já no escritório.
"O mandato da instituição não mudou, mas sim o mundo, de forma espetacular", acrescentou.
A peça fundamental dessa reforma é uma redistribuição dos votos para dar mais poder aos países emergentes que cresceram mais que o resto do mundo nas últimas décadas, como a China, a Coréia do Sul, a Turquia e o México.
Esse projeto tem a oposição de países super-representados no fundo, principalmente europeus, que são reticentes a ceder parte de seu poder de voto.
Acompanhe as notícias em seu celular: digite o endereço wap.folha.com.br
Leia mais
- Rodrigo de Rato deixa o FMI após um mandato irregular
- Strauss-Kahn assume a direção do FMI na quinta-feira
- Rato adverte para risco de uma "queda brutal" do dólar
- Folha Explica o dólar e sua importância no mundo globalizado
- Jornalista narra em livro processo de criação e história do euro; leia capítulo
Especial

