Dinheiro
01/11/2007 - 14h10

Oi planeja dobrar número de cidades com banda larga até 2008

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

A empresa de telecomunicações Oi afirmou que a cobertura de seu serviço de banda larga deve praticamente dobrar no próximo ano. O diretor de Finanças e de Relações com Investidores, José Luís Salazar, prevê que a companhia levará a banda larga a 400 cidades até o fim de 2008. Atualmente, a Oi presta o serviço em 220 municípios.

Salazar disse que a operadora está se preparando para um acirramento da competição nesse mercado. Um dos motivos, explicou, é a entrada da tecnologia 3G (de terceira geração de celulares, com internet móvel de alta velocidade). Ele destacou que a Oi está direcionando um grande volume de investimentos para o serviço de banda larga.

A empresa vai concentrar boa parte dos investimentos no último trimestre deste ano. De janeiro a setembro, a Oi investiu R$ 1,3 bilhão. Ao longo de 2007, a expectativa é que o total de recursos chegue a R$ 2,1 bilhão. A previsão anterior era de R$ 2,4 bilhões.

"Alguns investimentos demoraram a ser iniciados e acarretaram essa redução. Boa parte deles está concentrado na banda larga", comentou Salazar, em conferência sobre os resultados da Oi no terceiro trimestre.

O Grupo Oi anunciou ontem lucro líquido de R$ 637 milhões no terceiro trimestre de 2007, com alta de 135,9% sobre o mesmo período do ano passado.

Recentemente, a Oi obteve da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) o direito de operar em São Paulo. Ele disse acreditar que essa cobertura vai permitir a atração dos chamados clientes móveis, que se deslocam com freqüência e não eram atendidos em território paulista.

José Luís Salazar informou que a Oi tem interesse em participar do leilão de 3G marcado para o dia 18 de dezembro. Em um primeiro momento, explicou, o 3G será voltado para os clientes de alta renda.

O executivo disse ainda que a Oi só deverá fechar o plano de investimentos para o ano que vem em janeiro. Salazar destacou que é possível prever mais recursos com a entrada na tecnologia 3G.

"Vai ter que ter um investimento adicional para fazermos um 'upgrade' [atualização] na rede com o 3G. O impacto na nossa margem é difícil antecipar", observou.

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