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Dinheiro
05/11/2007 - 09h41

Analistas reduzem previsão de crescimento para 2008

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ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília

Os analistas do mercado financeiro fizeram um pequeno ajuste na expectativa de crescimento do ano que vem. Eles reduziram a previsão de expansão do PIB (Produto Interno Bruto) de 4,4% para 4,37%. Para este ano, a estimativa foi mantida em 4,7%, segundo o boletim Focus divulgado semanalmente pelo Banco Central.

As projeções para a inflação também foram alteradas. A do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foi reduzida de 3,86% para 3,83% neste ano. Para o ano que vem, foi mantida em 4,10%. O centro da meta é de 4,5% do IPCA com margem de tolerância de dois pontos para cima ou para baixo.

Já a expectativa para o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) foi elevada de 5,76% para 5,86% em 2007 e está em 4% para 2008. Já a do IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado) passou de 5,56% para 5,9% neste ano. Para 2008, a previsão desse indicador também está em 4%.

Juros

A previsão para a trajetória dos juros básicos foi mantida no mesmo patamar. Os analistas esperam que a taxa Selic termine 2007 em 11,25% ao ano e chegue a 10,25% ao ano até o final de 2008.

No mês passado, o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu manter a Selic em 11,25%, após uma seqüência de 18 reduções consecutivas. A decisão do BC foi diferente da esperada por parcela do mercado, que previa um corte de 0,25 ponto percentual.

Para o dólar, os analistas voltaram a reduzir a previsão da cotação do mês e do final do ano. Segundo o Focus, a expectativa é que a moeda norte-americana termine novembro cotada a R$ 1,75, contra R$ 1,80 da previsão anterior.

Para dezembro, eles esperam que feche cotada a R$ 1,78, contra R$ 1,80 esperado anteriormente.

Em relação à produção industrial, a aposta de crescimento para este ano está em 5,20%, ante 5,17% previstos anteriormente. Em 2008, a estimativa é de aumento de 4,50%.

A projeção para o superávit da balança comercial, que é o saldo positivo entre exportações e importações, foi reduzida de US$ 41 bilhões para US$ 40,95 bilhões em 2007 e mantida em US$ 25 bilhões para o ano que vem.

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