Vendas da indústria crescem 2,8% em setembro, aponta CNI
ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília
As vendas reais do setor industrial mantêm o crescimento no ano e alcançam maior número de setores. Segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria), as vendas tiveram expansão em setembro de 2,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior e de 0,2% em relação a agosto (dado dessazonalizado).
Essa trajetória consolida um crescimento semelhante ao observado em 2004, um ano de recordes na economia. No acumulado do ano, as vendas do setor apresentam expansão de 4,2%.
"Esse expressivo crescimento das vendas é especialmente relevante por ocorrer num contexto de redução do faturamento das firmas exportadoras, causada pela valorização do real", afirma o boletim de Indicadores Industriais, divulgado nesta segunda-feira pela CNI.
Os setores que mais contribuíram para a alta foram os de máquina e equipamentos, alimentos e bebidas, metalurgia básica e veículos automotores. Apenas três setores tiveram desempenho negativo: madeira, refino e álcool e materiais eletrônicos e de comunicação.
A CNI destaca que a maior atividade industrial tem contribuído para o aumento da geração de postos de trabalho e da massa de salários. Em setembro, o nível de pessoal empregado cresceu 4,2% ante igual mês de 2006 e 0,5% em comparação com agosto.
No acumulado do ano, o número de pessoas empregadas na indústria de transformação cresceu 3,6%. Já as remunerações pagas a esses trabalhadores teve uma expansão de 5,1% na mesma base de comparação.
Capacidade instalada
A utilização da capacidade instalada da indústria chegou em setembro a 82,7% do total (dado dessazonalizado), contra 82,2% em agosto e 80,9% em setembro de 2006. Esse aumento interrompe a estabilidade observada nos três meses anteriores. Ainda assim, para a CNI, esse nível está praticamente estável em relação ao segundo trimestre (82,3%).
Esse valor iguala-se ao maior valor da série, registrado no terceiro trimestre de 2004. No entanto, a CNI destaca que "diferente de 2004, hoje há indícios de expansão da capacidade de produção das empresas [aumento de máquinas e equipamentos]".
A capacidade instalada reflete qual quantidade de produtos que uma indústria é capaz de fabricar com as máquinas e unidades que tem. Quanto menor o uso, maior a possibilidade de a indústria atender a um crescimento de demanda sem provocar aumento nos preços.
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