Chuva e Justiça vão controlar crise energética, avalia governo
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ministros que participaram da reunião de coordenação política do Planalto nesta segunda-feira avaliaram que a crise energética está sob controle.
Segundo interlocutores, a análise é baseada em dois argumentos. O primeiro é o aumento da ocorrência de chuvas em todo o país --que contribui para elevar a geração de energia nas hidrelétricas. A segunda é a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que derrubou na última quinta-feira uma liminar que permitia a uma empresa do Mato Grosso do Sul operar com preços de gás reduzidos.
O STJ derrubou liminar do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul que concedia à empresa Tractebel --responsável pela termelétrica William Arjona, em Campo Grande-- preços de gás natural com os mesmos valores do antigo contrato, vencido em 2006. Esta usina utiliza cerca de 1,3 milhão de metros cúbicos de gás por dia.
A usina participava do PPT (Programa Prioritário de Termoeletricidade), criado no governo de Fernando Henrique Cardoso para vender gás natural a preços reduzidos para termelétricas. Com o fim do contrato, a Tractebel obteve liminar que mantinha o preço cobrado anteriormente.
Paralelamente, o governo analisa medidas de médio e longo prazo que devem ser implementadas para evitar que a situação como a registrada nos últimos dias no Rio de Janeiro, com o corte por algumas horas do fornecimento de gás à distribuidora fluminense CEG, se repita.
Além de Lula, participam normalmente desta reunião os ministros Guido Mantega (Fazenda), Paulo Bernardo (Planejamento), Dilma Rousseff (Casa Civil), Luis Dulci (Secretaria-Geral da Presidência) e Franklin Martins (Comunicação Social). O vice-presidente José Alencar também participa normalmente da reunião, mas estava ausente hoje devido a uma licença médica.
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