Vivo deve gastar R$ 635 mi com leilão de freqüência 3G
KAREN CAMACHO
Editora-assistente de Dinheiro da Folha Online
A operadora Vivo deve gastar ao menos R$ 635 milhões no leilão de freqüências da chamada terceira geração de celulares. O valor é um quarto do preço mínimo definido pelo governo para todo o país, de R$ 2,8 bilhões, já que a Vivo deve disputar lotes com mais três empresas.
O presidente da operadora, Roberto Lima, disse que a empresa terá de investir também em rede, mas não detalhou os custos. Para ele, o serviço deveria ter uma carga tributária diferenciada, com redução, para compensar os investimentos que as empresas farão com o serviço.
Para Lima, com os altos investimentos, o serviço pode ficar caro para o consumidor e, com isso, ficar restrito a apenas um grupo de usuários.
Os valores do edital foram divulgados pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). A licitação será feita no dia 18 de dezembro.
No total, a Anatel licitará 44 bandas em 11 regiões. Os preços mínimos das faixas somam R$ 2,8 bilhões. Com a tecnologia 3G, o usuário terá maior velocidade na transmissão de fotos e vídeos e ainda o acesso à internet com velocidade banda larga pelo celular.
A Anatel vinculou a venda das freqüências à obrigação de levar o serviço para cidades do interior, o que garantirá a cobertura em todos os municípios do Brasil até 2010. As empresas ganharão uma espécie de desconto por conta dessas obrigações.
Segundo o edital, as empresas são obrigadas a cobrir todos os municípios com menos de 30 mil habitantes em até dois anos depois da assinatura dos contratos, ou seja, até o início de 2010. Além disso, terão que oferecer serviços de terceira geração em dois anos em todas as capitais, no Distrito Federal e em cidades com mais de 500 mil habitantes; em quatro anos em todos os municípios com mais de 200 mil habitantes e em pelo menos metade dos municípios com mais de 100 mil pessoas; e em oito anos em 60% dos municípios com menos de 30 mil moradores.
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