BRA confirma venda de 70 mil passagens até março de 2008
da Folha Online
A companhia aérea BRA confirmou nesta quarta-feira que vendeu 70 mil passagens até o dia 30 de março de 2008. A assessoria de imprensa da companhia afirmou que a acomodação de passageiros com bilhetes comprados em aviões de outras companhias partirá de acordos com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e demais empresas, e não de iniciativa da BRA.
Em atendimento a uma solicitação da Anac, a TAM disse que aceitará todos os bilhetes emitidos pela BRA a partir desta quarta-feira. Os passageiros, porém, ficarão sujeitos à disponibilidade de assentos. A TAM não informou qual a taxa de ocupação dos vôos dos próximos dias. O mesmo procedimento é adotado pela Gol, Varig e OceanAir.
Em setembro, segundo os últimos dados disponíveis, a BRA era a terceira maior empresa em operação no país, respondendo por 4,6% dos vôos domésticos --em primeiro aparece a TAM, com 48,15%, seguida pela Gol, com39,05%. No acumulado até setembro, a BRA transportou cerca de 2 milhões de passageiros. Ela fazia 26 rotas nacionais e 3 internacionais (suspensas desde o fim do mês passado), com 35 vôos domésticos de segunda a sexta.
Suspensão
Ontem (6), a BRA anunciou que pediu à Anac a suspensão de todos os seus vôos nacionais --os internacionais estavam suspensos desde setembro passado--, e que colocou seus 1.100 funcionários em aviso prévio.
Em nota divulgada ontem, a BRA pediu que os passageiros não se dirijam aos aeroportos ou às lojas, mas sim busquem informações pelo telefone (0/xx/11) 3583-0122 ou pelo site www.voebra.com.br.
Por meio de sua assessoria de imprensa, a BRA indicou mais uma linha de contato com os clientes --o e-mail: atendimento@voebra.com.br-- e recomendou que eles insistam em ligar para o número divulgado, pois trata-se de um tronco com linhas seqüenciais.
A Anac foi notificada oficialmente do pedido pela BRA por volta das 21h. Na nota enviada, a BRA afirma que a suspensão seria temporária, até que fossem resolvidos os problemas financeiros da empresa. Segundo reportagem da Folha, a empresa precisaria de cerca de US$ 30 milhões para voltar a operar no azul.
Na noite de ontem, a Anac informou, após uma reunião que contou com a presença do ministro Nelson Jobim (Defesa), que uma equipe de fiscais foi enviada à sede da empresa para avaliar e acompanhar a situação.
Recentemente, apesar da crise, a BRA chegou a ter planos ambiciosos de expansão, como a compra de aviões da Embraer. Marcou reunião no BNDES para pedir financiamento, mas não compareceu.
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