Embraer nega que crise da BRA afete previsão de entregas
da Folha Online
A fabricante de aviões Embraer negou nesta quarta-feira que a crise da BRA afete as projeções das empresas. Em um comunicado curto, a empresa afirma que "acompanha com atenção a evolução do assunto" e "que possíveis desdobramentos deste tema não afetarão negativamente previsões de entregas anteriormente divulgadas".
A Embraer não comentou sobre o possível cancelamento de uma encomenda bilionária feita pela BRA, que se tornaria a primeira empresa brasileira a operar os jatos da nova família Embraer 170/190, os E-Jets.
No final de agosto, a fabricante e BRA haviam assinado um contrato de venda de 20 jatos Embraer 195, com a possibilidade de negociação de outras 55 unidades. O então presidente da companhia, Humberto Folegatti (que fundou a BRA em 1999 e renunciou na semana passada), afirmou na ocasião que a empresa pretendia alcançar 100 Embraer 195 até 2012.
A assinatura do acordo, em São José dos Campos (SP), contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se todas as opções fossem confirmadas, a transação atingiria US$ 2,7 bilhões.
O início das entregas estava previsto para o segundo semestre de 2008.
Carteira de pedidos
A Embraer já divulgou que a carteira de pedidos da empresa para os segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva e Defesa e Governo. As encomendas aumentaram US$ 1,8 bilhão no terceiro trimestre de 2007, totalizando US$ 17,4 bilhões, o maior valor da história. Em setembro, a fabricante havia anunciado o plano de entregar entre 165 e 170 jatos em 2007.
Acompanhe as notícias em seu celular: digite o endereço wap.folha.com.br[
Leia mais
- BRA pretende operar 100 jatos Embraer 195 até 2012
- Encomendas à Embraer somam US$ 17,4 bi e batem novo recorde
- BRA confirma venda de 70 mil passagens até março de 2008
- Crise da BRA mostra fragilidade do país e favorece TAM e Gol, dizem analistas
- Funcionário de agência PNX trabalha sem saber se está demitido
Especial

