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Dinheiro
07/11/2007 - 12h49

Embraer nega que crise da BRA afete previsão de entregas

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da Folha Online

A fabricante de aviões Embraer negou nesta quarta-feira que a crise da BRA afete as projeções das empresas. Em um comunicado curto, a empresa afirma que "acompanha com atenção a evolução do assunto" e "que possíveis desdobramentos deste tema não afetarão negativamente previsões de entregas anteriormente divulgadas".

A Embraer não comentou sobre o possível cancelamento de uma encomenda bilionária feita pela BRA, que se tornaria a primeira empresa brasileira a operar os jatos da nova família Embraer 170/190, os E-Jets.

No final de agosto, a fabricante e BRA haviam assinado um contrato de venda de 20 jatos Embraer 195, com a possibilidade de negociação de outras 55 unidades. O então presidente da companhia, Humberto Folegatti (que fundou a BRA em 1999 e renunciou na semana passada), afirmou na ocasião que a empresa pretendia alcançar 100 Embraer 195 até 2012.

A assinatura do acordo, em São José dos Campos (SP), contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Se todas as opções fossem confirmadas, a transação atingiria US$ 2,7 bilhões.

O início das entregas estava previsto para o segundo semestre de 2008.

Carteira de pedidos

A Embraer já divulgou que a carteira de pedidos da empresa para os segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva e Defesa e Governo. As encomendas aumentaram US$ 1,8 bilhão no terceiro trimestre de 2007, totalizando US$ 17,4 bilhões, o maior valor da história. Em setembro, a fabricante havia anunciado o plano de entregar entre 165 e 170 jatos em 2007.

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