PAC deve receber investimentos dos fundos de pensão
KAREN CAMACHO
Enviada especial da Folha Online a Belo Horizonte*
Os fundos de pensão devem investir em obras de infra-estrutura priorizadas pelo PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), carro-chefe do segundo mandato do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Ainda não há, porém, definição sobre obras ou valores.
Com ativos acumulados de R$ 416,4 bilhões, os planos de previdência privada podem apostar em concessões e leilões, como o de hidrelétricas do Complexo do rio Madeira (RO).
"Não há preferência e nem restrições, desde que o projeto tenha rentabilidade liquidez e segurança", afirmou Fernando Pimentel, presidente da Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar).
Pimentel deu como exemplo de relacionamento entre os fundos e o poder público o projeto Marlim, no qual as entidades de previdência exploram petróleo em parceria com a Petrobras na bacia de Campos, no Rio de Janeiro.
De acordo com Pimentel, os fundos de pensão têm modificado suas aplicações de renda fixa para variável, influenciados pelas reduções nas taxas de juros. "O deslocamento é uma tendência, mas é claro de depende da maturação de cada fundo", afirmou.
Segundo ele, há cinco anos participação dos modelos era de 70% em renda fixa e 30% em variável. Atualmente os índices estão em 59% para renda fixa, 33% para variável e o restante em outras aplicações, como imóveis e empréstimos a participantes.
"Quando os juros estavam mais altos, 20% das aplicações em renda variável migraram para a fixa. Com essa nova tendência, uma parte vai voltar para a variável, mas não sei se é toda", afirmou.
De 2005 até o mês de agosto, cerca de R$ 15,7 bilhões que estavam aplicados em investimentos de renda fixa foram deslocados para modelos de renda variável.
A SPC (Secretaria de Previdência Complementar), do Ministério da Previdência, determina em 50% o limite dos investimentos que podem ser dirigidos a modalidades de renda variável.
Fernando Pimentel participa do 28º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, em Belo Horizonte.
A jornalista viajou a convite da Abrapp
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