Dinheiro
07/11/2007 - 16h33

Distribuidoras sabiam da possibilidade de redução de gás, diz Petrobras

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LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse nesta quarta-feira que as distribuidoras sabiam que a quantidade de gás fornecida pela estatal poderia ser reduzida caso houvesse necessidade de enviar um maior volume do insumo às termelétricas.

Gabrielli reafirmou que o que foi cortado não estava previsto nos contratos das distribuidoras e que a quantidade de gás acordada será cumprida.

"A Petrobras não foi leniente. Na medida em que havia disponibilidade de gás ela entregou, mas todas as distribuidoras estavam conscientes de que, se houvesse necessidade, o gás seria reduzido", declarou.

O presidente disse ainda que a Petrobras não tem responsabilidade sobre a falta de gás para consumidores como indústrias e donos de veículos, que são abastecidos pelas distribuidoras. Ele afirmou que estão sendo feitas negociações com essas empresas para que elas firmem contratos para a compra de gás e que os preços também estão sendo renegociados.

"O que estamos discutindo com as distribuidoras é a definição dos contratos para permitir que haja um planejamento. O preço do gás é contratual. Na medida em que nós estamos renegociando os contratos, nós estamos renegociando (o preço)", admitiu.

Bolívia

Gabrielli disse que a Petrobras voltará a investir na Bolívia para garantir que os 30 milhões de metros cúbicos ao dia contratados pelo Brasil até 2019 sejam entregues. Ele explicou que há uma queda natural na quantidade produzida pelos campos de gás, por isso a necessidade de novos investimentos.

"Nós estamos dispostos a analisar novas oportunidades de investimentos na Bolívia para aumentar a produção e permitir que a Bolívia cumpra no longo prazo a capacidade para o Brasil", declarou.

Ele ressaltou que também estão sendo feitos investimentos na produção brasileira e que a expectativa é que a produção interna alcance 73 milhões de metros cúbicos ao dia em 2012. Gabrielli voltará a se reunir com representantes do governo boliviano na última semana de novembro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reunirá com o presidente da Bolívia, Evo Morales, no dia 12 de dezembro.

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