Anac quer veto a empresas em dificuldades
da Folha Online
A antiga diretoria da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) vinha discutindo informalmente iniciar a fiscalização da saúde financeira das companhias aéreas, para detectar problemas cedo e evitar que viessem a quebrar, deixando dívidas enormes e milhares de passageiros desprotegidos. A informação é publicada na Folha desta quinta-feira (íntegra disponível para assinantes), em reportagem assinada pela colunista Eliane Cantanhêde.
A idéia, também discutida no Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aéreas), era proibir companhias com patrimônio líquido negativo de voar. A elas, seria dada uma margem de segurança de seis meses, para reestruturação e saneamento. Se não tivessem sucesso, perderiam a concessão.
A BRA, que ocupava 4,6% do mercado, vendeu cerca de 70 mil bilhetes até março de 2008. A empresa pediu na terça-feira (6) à Anac a suspensão de todos os vôos --nacionais e internacionais.
Em um comunicado oficial, a empresa informou um telefone e o endereço do site para que os passageiros que compraram seus bilhetes obtivessem orientação sobre reembolsos e possível acomodação em vôos de outras companhias.
A Anac informou que todos os passageiros programados para viajar nesta quarta-feira pela BRA foram realocados. Em nota, publicada na noite de hoje, o órgão afirma que nenhum passageiro deixou de embarcar.
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