Banco central da China prevê crescimento superior a 11% em 2007
da Folha Online
O crescimento da economia da China deve superar a barreira de 11% neste ano, assim como ocorreu em 2006, quando chegou a 11,3%, segundo previsões do Banco do Povo da China (banco central chinês) publicadas nesta sexta-feira.
Em seu relatório trimestral de política monetária, o banco prevê também que a inflação ficará em 4,5%, contra 1,5% em 2006.
"A pressão inflacionária continua sendo enorme, e é necessário atender aos riscos que isto acarreta", afirmou a autoridade monetária, que pretende "acompanhar de perto" a tendência, devido aos aumentos potenciais no preço dos cereais, que poderiam acelerar mais a alta do IPC (Índice de Preços ao Consumidor).
O banco central chinês elevou a taxa de juros dos empréstimos a um ano (7,29%) em cinco ocasiões desde o início de 2007, e o governo aumentou a percentagem das reservas bancárias, emitindo, em paralelo, bônus para absorver liquidez, e relaxando controles sobre os investimentos no exterior.
"O banco central elevará provavelmente a taxa de juros [pela sexta vez neste ano] diante das previsões do relatório e dos fortes indicadores econômicos esperados para outubro", disse Chen Xingdong, economista-chefe do BNP Paribas Peregrine Securities. Segundo ele, o IPC, que foi de 6,5% em agosto e de 6,2% em setembro, poderia chegar a 6,7% em outubro (maior índice dos últimos 11 anos).
No fim do mês passado, o Escritório Nacional de Estatísticas da China havia informado que o PIB (Produto Interno Bruto) do país cresceu 11,5% entre janeiro e setembro em relação ao mesmo período do ano passado. Houve crescimento de 11,5% no primeiro semestre do ano e 11,1% em 2006.
No terceiro trimestre o crescimento foi também de 11,5%, ligeiramente inferior ao do segundo (11,9%, recorde da década), mas superior ao do primeiro (11,1%).
O investimento em ativos fixos na China chegou a US$ 1,22 trilhão entre janeiro e setembro, mas o aumento deste investimento foi 1,6% menor que o registrado no mesmo período de 2006. Em áreas urbanas, o investimento subiu 26,4% (1,8% a menos que no mesmo período de 2006) e nas rurais, 21,2%.
Com informações da agência de notícias Efe
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