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Dinheiro
09/11/2007 - 13h38

Informalidade correspondeu a 8,4% do PIB de 2005

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CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio

O PIB (Produto Interno Bruto) de 2005 revisado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) indica que a informalidade correspondeu a R$ 180 bilhões do movimentado pela economia, o equivalente a 8,4% do total. Levando-se em conta a incidência de impostos sobre produtos, a influência da informalidade sobre a economia chega a 10,1%.

O PIB revisado, divulgado nesta sexta-feira, somou R$ 2,147 trilhões. O IBGE revisou o crescimento do PIB dos 2,9%, divulgados em março, para 3,2%. Um ano antes, a economia nacional havia crescido 5,7%.

A participação da informalidade na economia, no entanto, pode ser ainda maior. O coordenador de Contas Nacionais do IBGE, Roberto Olinto disse que o levantamento não consegue determinar o volume de empregados de forma informal, exercendo atividades formais em empresas.

Produção informal e emprego informal

"Esse número [8,4%] é padrão. O número de empregos informais corresponde a 58% do total. Quando se olha a renda gerada por esse emprego, é menor. Em alguns momentos, há trabalhadores informais, que trabalham am alguma empresa exercendo uma atividade formal", afirmou Olinto.

"Tem que começar a olhar que existe a produção informal, que conseguimos captar, e por outro lado, o emprego informal. Dentro dos trabalhadores que são considerados formais, a gente não consegue identificar o que é o trabalhador informal exercendo uma atividade formal", acrescentou.

Olinto destacou que a informalidade no Brasil, quando comparada a economias de países que fazem esse levantamento (principalmente os da América Latina), é "razoável em termos internacionais".

Serviços

A mudança no PIB teve influência principal do segmento de serviços. Esse setor é responsável pela maior parte de geração de valor da economia. Os números atualizados do IBGE indicam que os serviços tiveram incremento de 0.3 p.p (pontos percentuais) em relação ao levantamento anterior.

Como esse setor tem influência de 65% sobre o PIB, contribuiu de forma decisiva para a revisão para cima do número geral.

"Essa atividade [serviços] teve forte influência do incremento da atividade de intermediação financeira [bancos e corretoras]", disse Olinto.

Agropecuária

A atividade agropecuária caiu de forma mais significativa, perdendo 0,7 p.p em relação à pesquisa de março. O setor, no entanto, tem peso de apenas 5,7% no PIB de 2005. A indústria manteve-se estável na revisão. Esse segmento corresponde a 29,3% do PIB de 2005.

"Foram incluídas informações adicionais no PIB definitivo de 2005, tais como as pesquisas de serviços e comércio, que permitiram um levantamento mais detalhado", afirmou Olinto.

O mercado de trabalho foi avaliado pela primeira vez na pesquisa. O IBGE constatou um total de 90,9 milhões de ocupações. Olinto ressaltou que esse dado não significa o número de pessoas empregadas. "Isso é o número de vagas ocupadas. Uma pessoa pode ocupar duas ou mais vagas", observou.

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