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Dinheiro
09/11/2007 - 19h19

Petrobras tem lucro de R$ 5,52 bi no trimestre, decréscimo de 22%

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da Folha Online

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 5,52 bilhões no terceiro trimestre deste ano, resultado 22% abaixo do lucro anunciado no mesmo período em 2006. O resultado veio abaixo das expectativas do mercado.

Em nove meses, o lucro acumulado atinge a cifra de R$ 16,45 bilhões, valor 21% inferior ao ganho apurado entre janeiro e setembro de 2006.

A receita líquida da estatal atingiu R$ 44,46 bilhões, acréscimo de 3% superior ao resultado no terceiro trimestre do ano passado. Em nove meses, a receita líquida somou R$ 125,16 bilhões, um avanço de 7%.

O Ebitda (lucro antes juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 13,06 bilhões, um aumento de 1% sobre o terceiro trimestre do ano passado. Em nove meses, o Ebitda foi R$ 38,24 bilhões até setembro, um decréscimo de 6% sobre o período de janeiro-setembro do ano passado.

Petros e câmbio

Segundo a estatal, a redução do lucro no período de nove meses "reflete os gastos vinculados com a repactuação de cláusulas do regulamento do plano Petros e os efeitos da apreciação do real sobre ativos líquidos em dólar".

No caso do fundo Petros, a estatal teve um aumento das despesas de R$ 598 milhões, com a renegociação dos planos de pensão e saúde do Petros. Outro R$ 1,05 bilhão foi despendido com a repactuação das cláusulas do Petros.

A apreciação cambial teve efeito negativo sobre o resultado financeiro (receitas financeiras menos despesas) da ordem de R$ 1,82 bilhão. Devido as subsidiárias no exterior, a estatal também sofre o impacto da desvalorização do preço da moeda americana.

Líder

A forte alta das ações da Petrobras ontem faria com que a empresa fosse a quinta maior companhia aberta dos Estados Unidos, segundo projeção feita pela consultoria Economática. Na mesma análise antes do pregão de ontem, a petroleira brasileira estava em nono.

O valor de mercado da Petrobras é hoje de US$ 221,9 bilhões, e apenas quatro companhias dos EUA valem mais do que isso: a petroleira Exxon Mobil (US$ 488,6 bilhões), o conglomerado industral General Eletric (US$ 394,3 bilhões), a gigante da informática Microsoft (US$ 325 bilhões) e a companhia telefônica AT&T (US$ 238,6 bilhões).

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