Atraso em plataformas e declínio de campos prejudicam produção da Petrobras
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
O aumento previsto da produção da Petrobras foi afetado pelos atrasos na entrada de plataformas e pela queda de produção dos campos mais antigos da estatal, informou a companhia.
A produção média de petróleo em campos nacionais no terceiro trimestre foi de 1,797 milhão de barris/dia, resultado 1% acima dos 1,779 milhão de barris/dia verificados de julho a setembro de 2006.
O gerente de Exploração e Produção da companhia, Francisco Nepomuceno, admitiu que os atrasos na entrada de novos sistemas vêm contribuindo para o baixo crescimento da produção ao longo deste ano.
A Petrobras prevê a entrada de três novas plataformas até o final deste ano. Os sistemas só produzirão de forma significativa a partir do ano que vem, já que o pico de produção só é atingido dentro de quatro a seis meses.
A P-52, que será instalada no campo de Roncador, na Bacia de Campos, começa a produzir na próxima quinta-feira. A plataforma terá capacidade para produzir até 180 mil barris/dia.
O módulo 2 do do campo de Golfinho, no Espírito Santo, será iniciado na próxima sexta-feira. A plataforma Cidade de Vitória, que será instalada lá, terá produção máxima de 100 mil barris/dia.
Está prevista ainda para dezembro a plataforma P-54, que também será destinada ao campo de Roncador, na Bacia de campos, com produção máxima de 180 mil barris/dia.
Almir Barbassa lembrou que a Petrobras adicionou 203 mil barris/dia de óleo este ano. Por outro lado, o declínio de campos antigos acarretou perdas de 170 mil barris/dia, em média.
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