OceanAir investirá US$ 5 bilhões para modernizar frota
DEISE DE OLIVEIRA
da Folha Online
A OceanAir pretende chegar em 2012 com a frota mais moderna da América Latina, segundo afirmou presidente da companhia aérea, German Efromovich, nesta segunda-feira. Para isso, a empresa vai investir cerca de US$ 5 bilhões em novas aeronaves nos próximos cinco anos.
As primeiras unidades começam a chegar no próximo ano, afirmou. "As novas aeronaves começam a chegar em Bogotá [Colômbia] em fevereiro de 2008. Aqui no Brasil, em outubro. Ao todo, serão 90 novos aviões em cinco anos. Em 2012 a OceanAir e a Avianca [empresa aérea na Colômbia] terão a frota mais moderna da América Latina", disse Efromovich.
Segundo o empresário, a compra será dividida pela metade --50% dos novos aviões ficarão para a Avianca, na Colômbia, e 50% para a OceanAir, no Brasil. Quando as aeronaves chegarem ao Brasil, a OceanAir já poderá ter, inclusive, mudado de nome. Efromovich afirmou que a empresa estuda mudança de OceanAir para Avianca no início do próximo ano.
O pedido de cerca de 20 aeronaves que a BRA tem com a fabricante aeronáutica brasileira Embraer também poderia ser utilizado nesse processo de expansão. Na última sexta-feira, a OceanAir assumiu, em parte, as operações da BRA, que na terça-feira anunciou a suspensão de seus vôos.
"A OceanAir terá de mudar sua frota de cem assentos. A Embraer tem aeronaves de cem assentos e é um bom produto. É um candidato natural. Em um momento oportuno, vamos contatar a Embraer", disse Efromovich.
Com o socorro à BRA, a OceanAir também pretende incorporar cerca de dez aeronaves da até então rival. Conforme Efromovich, deverão ser entre seis e sete Boeing 737 e até três Boeing 767.
"O fato de ter aviões disponíveis [da BRA] vai dar a chance de transportar mais", disse Efromomich, que pretende atingir 15% do mercado até 2010. Atualmente, a companhia opera 37 rotas domésticas e uma internacional (ao todo, cem trechos voados ao dia) e espera autorização para voar para Buenos Aires, na Argentina. "Para 2008, vamos pedir novas rotas para a América Latina", informou Efromovich.
Mercado
Segundo ele, no entanto, o cancelamento dos serviços da BRA não devem acarretar para a OceanAir um aumento considerável na fatia de mercado.
"É diferente de quando a Varig saiu do mercado. Ela tinha lá 60% do mercado. Agora, quem quiser crescer, vai crescer por qualidade de serviço e não porque a BRA saiu", ponderou.
A OceanAir integra o grupo Synergy, que tem, entre outros, os estaleiros Mauá e Eisa no Brasil e a Avianca, empresa aérea da Colômbia. Com 1.400 funcionários, a empresa deverá abrir entre 400 e 500 novas vagas com as novas aeronaves da BRA.
Em seu plano de expansão, a OceanAir pretende também ingressar no mercado de transporte de cargas. Segundo o presidente da companhia aérea, há a previsão de três aeronaves serem adaptadas, sem informar, prazo para o início das operações. O serviço será oferecido no Brasil e na Colômbia.
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