Dinheiro
13/11/2007 - 11h23

Emprego na indústria paulista cresce 0,42% em outubro

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YGOR SALLES
da Folha Online

O nível de emprego da indústria de transformação do Estado de São Paulo cresceu 0,42% em outubro, após avanço de 0,75% em setembro, nos dados sem ajuste sazonal. Trata-se da décima alta mensal seguida, segundo levantamento da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), com a geração de 9 mil novos postos de trabalho no mês passado.

Em agosto, o nível de emprego foi de 0,23%; em julho, de 0,43%; em junho, de 0,42%; em maio, de 1,02%; em abril, de 2,44%; e, em março, de 0,85%. No mês de fevereiro, o crescimento foi de 1,14% e, em janeiro, de 0,98%.

Considerando os dados com ajuste sazonal, que elimina características específicas de cada período, o aumento no emprego no mês passado foi de 0,79%.

Com o resultado de outubro, a indústria paulista acumula nos dez primeiros meses do ano expansão de 8,88%, o equivalente à geração de 184 mil vagas. Nos últimos 12 meses, a alta é de 4,46%, o que corresponde a 97 mil vagas.

Para Paulo Francini, diretor do Depecon (Departamento de Pesquisas Econômicas) da Fiesp, a expectativa é que a indústria paulista feche o ano com 100 mil vagas a mais, cerca de 4,7% superior ao registrado em 2006.

"O ano surpreendeu positivamente", disse. A previsão anterior da Fiesp era de aumentar em 4% o número de vagas.

Setores

Dos 21 setores que fazem parte da pesquisa, 14 tiveram desempenho positivo no mês passado, cinco setores mais demitiram do que contrataram e dois ficaram estáveis.

Outubro foi um mês favorável para o madeira, que apresentou alta de 2,38%, seguido pelo setor de couros e calçados (alta de 1,44%). No ano, os setores, respectivamente, apresentam expansão de 4,12% e de 3,6%. No entanto, no acumulado do ano, o setor de coque, refino, combustíveis nucleares e álcool ainda lidera a alta, com 34,35% de crescimento.

Na contramão, a maior queda percentual de outubro foi verificada justamente no setor de coque e refino, com recuo de 5,77%. A queda do mês ocorre puxada pelas demissões nos canaviais, já que começa o período de entressafra da cana.

Queda também no setor de máquinas de escritórios e equipamentos de informática (recuo de 1,32% no mês e queda de 6,7% no ano).

Sobre o setor de açúcar e álcool, Francini lembrou que é normal o setor demitir em massa no final do ano, com a chegada da entressafra. Porém, desta vez, uma variante adicional deve "amortecer" estas demissões.

"Temos uma variante já conhecida, que é a contratação e demissão nos canaviais. Mas desta vez há também a expansão das usinas, que também demitem nesta época do ano mas em um ritmo menor pois alguém precisa estar nelas", disse.

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