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Dinheiro
14/11/2007 - 10h52

Philips da Amazônia acusa a LG de espionagem industrial

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KÁTIA BRASIL
da Agência Folha, em Manaus

Quatro funcionários da Philips da Amazônia (Zona Franca de Manaus) afirmaram anteontem, em depoimentos no 7º Distrito Policial, que o gerente de qualidade da LG Eletronics da Amazônia entrou na fábrica da concorrente com uma identidade falsa e teve acesso a informações de um produto que ainda será lançado no mercado nacional (televisor de LCD de 52 polegadas).

O caso, que é tratado pela Philips como espionagem industrial, aconteceu em 18 de setembro. Ontem, a delegada Alynne Siqueira Martins, que preside o inquérito, disse que a Philips solicitou investigação pelos crimes de falsidade ideológica, falsa identidade, violação de domicílio e concorrência desleal. Ela disse que na próxima semana ouvirá o funcionário da LG, o coreano Yul Rae Cho.

Em nota, a LG Electronics informa que "apenas se manifestará em relação ao inquérito policial, caso venha a ser instaurado, se e quando for intimada, pois nem sequer é parte no requerimento formulado".

A Philips fez o pedido de investigação no dia 31 de outubro à Delegacia Geral da Polícia Civil do Amazonas. Na denúncia, a empresa diz que em 18 de setembro quatro funcionários da fornecedora coreana LPL (joint venture da LG e Philips, que produz itens eletrônicos para ambas as empresas) fizeram uma visita de controle de qualidade, já programada, à fábrica de Manaus.

Com identificação da fábrica LPL da Coréia, entraram na Philips os coreanos Justin Cho, Min Woo Cho, Byung-Do Park e Chul Kyo Kim. Durante a visita, funcionários da indústria holandesa reconheceram Yul Rae Cho como gerente de qualidade da LG Eletronics de Manaus. Questionado, Rae Cho apresentou a identificação em nome de Justin Cho, rasurada. Segundo a denúncia, ele alegou que era funcionário novo na LPL e estava sem cartão.

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