Bovespa fecha em alta de 2,71% e supera perdas da semana
EPAMINONDAS NETO
da Folha Online
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) emendou dois dias de fortes altas, com o mercado a reboque das notícias positivas sobre a economia americana. Na segunda-feira, a Bolsa brasileira havia sofrido um dos piores "tombos" do ano, com perdas de 4,3%.
O Ibovespa, indicador que reflete os preços das ações mais negociadas, valorizou 2,71% no encerramento, aos 64.630 pontos. O volume financeiro foi alto, acima da média diária do mês: R$ 6,8 bilhões.
Segundo a Bovespa, o fluxo de recursos dos investidores estrangeiros está positivo em R$ 38,87 bilhões no ano, considerando as participações nas ofertas de ações (R$ 42,43 bilhões) e o saldo negativo da negociação direta (R$ 3,56 bilhões).
O dólar comercial foi negociado a R$ 1,734 para venda, em retração de 1,81%, nesta quarta-feira. Trata-se da menor taxa desde o dia 23 de março de 2000.
A taxa de risco-país também teve queda significativa (1,5%) e marcava 196 pontos.
Para profissionais de mercado, a boa notícia, que sustentou o desempenho positivo das Bolsas, foi o PPI, índice de preços ao produtor, dos EUA, teve variação de 0,1% em outubro. O chamado "núcleo" do indicador, que exclui os preços mais voláteis, ficou estável.
Analistas de bancos e corretoras estimavam uma variação de 0,3% para o índice "cheio" e de 0,2% para o "núcleo".
"Acredito que o mercado desempenhou bem principalmente por causa do PPI. O Federal Reserve [banco central dos EUA] cortou os juros lá atrás e o indicador de inflação confirma, de certa forma, que a decisão foi correta", avalia Igor Ribeiro, profissional da Tática Asset Management.
O front doméstico também foi fonte de notícias positivas: o nível de emprego na indústria teve a maior taxa de crescimento desde maio de 2004; e as vendas no comércio varejista cresceram 1,4% em setembro, o dobro da taxa projetada por economistas do mercado financeiro.
A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) revelou lucro líquido de R$ 699 milhões no terceiro trimestre, um crescimento de 109% sobre o resultado do mesmo trimestre em 2006. Corretoras avaliaram o resultado de forma positiva, principalmente devido ao incremento das vendas para o mercado doméstico. A ação ordinária valorizou 1,42%, a R$ 128, na Bovespa.
Crise dos "subprime"
As Bolsas de Valores tomaram alguns "sustos" devido a crise dos créditos "subprime", quando grandes conglomerados financeiros passaram a estimar perdas bilionárias, a exemplo dos gigantes Citigroup e Wachovia.
Hoje, o banco de investimentos Bear Stearns avaliou uma redução nos seus ativos da ordem de US$ 1,2 bilhão no quarto trimestre, devido à exposição aos créditos "subprime" (de alto risco). O valor, embora alto, ainda ficou abaixo das expectativas do mercado. "O Bear Stearns foi até um 'trigger' [motivo] para o mercado hoje", comenta Ribeiro, da Tática.
Analistas não descartam, no entanto, mais momentos de estresse. "Os bancos americanos têm pouco tempo para revelar o tamanho real das perdas com os "subprime". O mercado sabe que os balanços devem mostrar prejuízos grandes e isso pode afetar as Bolsas. E além disso, a Bovespa já não está tão barata", avalia Antônio Patrício, profissional da corretora H. Picchioni.
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Especial


Ou seja,a Economia não de estabilizou,gerando desconfiança de investidores,poupadores e assalariados adimplentes. Logo, o recurso, é a Reserva técnica de valores, na poupança, ouro, etc...
Temos, pela frente a incógnita, do ano eleitoral, que se aproxima.Talvez tenhamos nova turbulência,financeira,geradas, pelo Governo.
Aguardemos, com RESERVAS .......
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Inclusive esse lugar é um forum de opiniões sobre notícias e manchetes, obviamente, pessoas irão comentar sobre elas.
Comentários poderão ser certas, coerentes ou não.
[]s
Eduardo.
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