Dinheiro
14/11/2007 - 18h46

Bovespa fecha em alta de 2,71% e supera perdas da semana

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EPAMINONDAS NETO
da Folha Online

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) emendou dois dias de fortes altas, com o mercado a reboque das notícias positivas sobre a economia americana. Na segunda-feira, a Bolsa brasileira havia sofrido um dos piores "tombos" do ano, com perdas de 4,3%.

O Ibovespa, indicador que reflete os preços das ações mais negociadas, valorizou 2,71% no encerramento, aos 64.630 pontos. O volume financeiro foi alto, acima da média diária do mês: R$ 6,8 bilhões.

Segundo a Bovespa, o fluxo de recursos dos investidores estrangeiros está positivo em R$ 38,87 bilhões no ano, considerando as participações nas ofertas de ações (R$ 42,43 bilhões) e o saldo negativo da negociação direta (R$ 3,56 bilhões).

O dólar comercial foi negociado a R$ 1,734 para venda, em retração de 1,81%, nesta quarta-feira. Trata-se da menor taxa desde o dia 23 de março de 2000.

A taxa de risco-país também teve queda significativa (1,5%) e marcava 196 pontos.

Para profissionais de mercado, a boa notícia, que sustentou o desempenho positivo das Bolsas, foi o PPI, índice de preços ao produtor, dos EUA, teve variação de 0,1% em outubro. O chamado "núcleo" do indicador, que exclui os preços mais voláteis, ficou estável.

Analistas de bancos e corretoras estimavam uma variação de 0,3% para o índice "cheio" e de 0,2% para o "núcleo".

"Acredito que o mercado desempenhou bem principalmente por causa do PPI. O Federal Reserve [banco central dos EUA] cortou os juros lá atrás e o indicador de inflação confirma, de certa forma, que a decisão foi correta", avalia Igor Ribeiro, profissional da Tática Asset Management.

O front doméstico também foi fonte de notícias positivas: o nível de emprego na indústria teve a maior taxa de crescimento desde maio de 2004; e as vendas no comércio varejista cresceram 1,4% em setembro, o dobro da taxa projetada por economistas do mercado financeiro.

A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) revelou lucro líquido de R$ 699 milhões no terceiro trimestre, um crescimento de 109% sobre o resultado do mesmo trimestre em 2006. Corretoras avaliaram o resultado de forma positiva, principalmente devido ao incremento das vendas para o mercado doméstico. A ação ordinária valorizou 1,42%, a R$ 128, na Bovespa.

Crise dos "subprime"

As Bolsas de Valores tomaram alguns "sustos" devido a crise dos créditos "subprime", quando grandes conglomerados financeiros passaram a estimar perdas bilionárias, a exemplo dos gigantes Citigroup e Wachovia.

Hoje, o banco de investimentos Bear Stearns avaliou uma redução nos seus ativos da ordem de US$ 1,2 bilhão no quarto trimestre, devido à exposição aos créditos "subprime" (de alto risco). O valor, embora alto, ainda ficou abaixo das expectativas do mercado. "O Bear Stearns foi até um 'trigger' [motivo] para o mercado hoje", comenta Ribeiro, da Tática.

Analistas não descartam, no entanto, mais momentos de estresse. "Os bancos americanos têm pouco tempo para revelar o tamanho real das perdas com os "subprime". O mercado sabe que os balanços devem mostrar prejuízos grandes e isso pode afetar as Bolsas. E além disso, a Bovespa já não está tão barata", avalia Antônio Patrício, profissional da corretora H. Picchioni.

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Comentários dos leitores
Henrique Silva (187) 28/11/2009 00h46
Henrique Silva (187) 28/11/2009 00h46
FHC: foi um diplomata pacífico, mas fazia viagens internacionais para fazer visitas oficiais sem aumento de laços econômicos nem melhorou a imagem do país
LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
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Henrique Silva (187) 28/11/2009 00h43
Henrique Silva (187) 28/11/2009 00h43
LULA: estimulou a criação de emprego e reduziu o desemprego deixado por FHC de 13% para 7,5% (em outubro de 2009). Os salários tiveram recuperação da perda deixada por FHC e o salário mínimo mais que dobrou (o resultado foi a movimentação econômica e a queda do desemprego)
FHC: privatizou as mais importantes estatais a preços questionáveis e viu o lucro destas empresas sair dos cofres da união para sustentar o crescimento econômico de companhias internacionais. Não privatizou a PETROBRÁS por sofrer forte pressão e protestos da sociedade, mas vendeu 2/3 das ações da empresa.
LULA: encerrou a farra das privatizações, valorizou em mais de 1000% a grande maioria das estatais e estas hoje são importantíssimas como promotoras do crescimento, suprimento de crédito nacional e geração de emprego (com mão de obra especializada).
FHC:Manteve durante todo seu governo juros altos (chegando a 48%) e entregou o governo com 25% da SELIC e fez com que o Brasil assumisse a liderança isolada dos juros NO MUNDO.
LULA: reduziu gradualmente os juros (que hoje é de 8,75%), o país deixou a liderança dos juros e hoje ocupa o quinta posição (com tendência de queda em médio e longo prazo).
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Henrique Silva (187) 28/11/2009 00h42
Henrique Silva (187) 28/11/2009 00h42
Só pra esclarecer algumas diferenças na política econômica do governo LULA e a (des)política do governo tucano:
FHC: Atrelou o real com o dólar durante metade de seu governo, o que fez com que o país se endividasse irresponsavelmente. Isto para poder importar produto barato manter a inflação baixa, mas muitas empresas nacionais quebrarem e o desemprego dobrar em apenas 4 anos. Em 1999 (após as eleições) aderiu ao câmbio flutuante e endividou ainda mais a dívida do país (que estava em dólar). Ao ser socorrido pelo FMI perdeu a autoridade de seu governo e a política econômica passou a ser comandada pelo Fundo Monetário Internacional.
LULA: Não tentou pirotecnia, como atrelamento de câmbio, estimulou as exportações (que mais que triplicou em seu governo), protegeu empresas nacionais com crédito, transformou a dívida em dólar em dívida em real, reduziu a dívida deixada por FHC de 67% do PIB para 42% do PIB (e com previsão de queda ainda maior para os próximos anos).
FHC: o país parou de investir em infra-estrutura para poupar dinheiro para pagar a dívida externa que ele mesmo explodiu em seu desgoverno.
LULA: colocou o país novamente como promotor do crescimento e realiza obras para combater os gargalos em infra-estrutura que se acumularam durante 20 anos.
FHC: sua política provocou crescimento do desemprego, que saiu da casa dos 6% para 13%. Sua política de arrocho salarial provocou o esfriamento econômico por falta de consumo e aumento das desigualdades sociais.
CONTINUA
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