Bolsas européias fecham em baixa, afetadas por ações do setor financeiro
da Folha Online
As Bolsas Européias encerraram os pregões desta quinta-feira com perdas acima de 1%, em meio a mais uma derrocada geral provocada pelas ações do setor financeiro. Os grandes bancos locais, um após o outro, têm revelado prejuízos bilionários por carregarem os chamados créditos "subprime" (de alto risco), que já provocaram estragos nas instituições financeiras americanas.
Ontem, o banco HSBC informou que terá de fazer uma redução no valor de seus ativos nos Estados Unidos, em decorrência da crise de crédito. Hoje foi a vez do Royal Bank of Scotland e do Barclays anunciarem "write offs" (perdas) na casa do US$ 1 bilhão.
Analistas de mercado, no entanto, acreditam que a "temporada dos estragos" pode estar próxima do fim. "Haverá mais 'disclosures' [abertura de informação] neste ano e no próximo pelos bancos, mas nós avaliamos que os bancos da zona do euro já não terão muito mais o que revelar", afirmou Bernard McAlinden, estrategista de investimentos do NCB Stockbrokers, em Dublin.
A Bolsa de Londres fechou em queda de 1,12%, com 6.359 pontos; a Bolsa de Paris cedeu 0,93% e ficou com 5.561 pontos; a Bolsa de Frankfurt teve perdas de 1,49% e fechou com 7.667 pontos. A Bolsa de Milão teve baixa de 0,60% e ficou com 29.724 pontos; a Bolsa de Madri teve retração de 0,50%, com 1.703 pontos.
Os bancos já anunciaram mais de US$ 50 bilhões em "writedowns" (reavaliações do valor dos ativos em carteira) e perdas devido à exposição aos créditos imobiliários "subprime" (de alto risco).
Os pregões europeus também foram afetados pelo dia nervoso nas Bolsas americanas. O governo dos EUA divulgou um aumento da inflação ao consumidor, medida pelo índice CPI, no mês de outubro. Investidores estão preocupados sobre como a alta dos preços pode impactar o consumo no último trimestre do ano.
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