Jobim defende maior participação de estrangeiros em aviação brasileira
da Folha de S.Paulo, no Rio
da Folha Online
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse nesta quinta-feira ser favorável que a legislação brasileira permita um aumento da participação de empresas estrangeiras em companhias aéreas brasileiras. "Isso possibilita injeções [de recursos] no setor, que cresce rápido. E a demanda se dá no por fatores regionais", afirmou o ministro, que participou da 4ª Conferência do Forte de Copacabana sobre Segurança Internacional, no Rio de Janeiro.
Jobim também defendeu um aumento de competitividade no setor de aviação comercial, mas mostrou ressalvas à abertura do espaço aéreo nacional às companhias estrangeiras.
O ministro lembrou que o Congresso já discute permitir um aumento da participação de empresas estrangeiras no capital das empresas brasileiras, de 20% para 49%. A abertura do capital das empresas brasileiras fez parte do texto final proposto pelo relator da CPI da Crise Aérea, do deputado Marco Maia.
Ontem, Jobim defendeu a fusão de pequenas companhias aéreas brasileiras para elevar o nível de concorrência do setor. E afirmou que seria ideal ter quatro ou cinco grandes empresas nacionais em competição pelo mercado.
"Quando há fusão de empresas, isso dá mais envergadura. Temos duas grandes empresas com envergadura e temos pequenas empresas. A fusão das empresas neste momento é importante para dar envergadura às empresas", disse Jobim.
As companhias TAM e Gol detém 46,56% e 42,22%, respectivamente, de participação no mercado doméstico de aviação civil. A Varig, controlada pela Gol, fechou outubro com 2,73% de participação nos vôos domésticos. Ainda segundo o ranking mais recente, a OceanAir respondia por 2,94% do mercado doméstico, enquanto a BRA, que pediu a suspensão de seus vôos, por 2,47%.
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