Consumidor é quem define preço do álcool, diz Hubner
LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília
O ministro de Minas e Energia, Nelson Hubner, disse nesta segunda-feira que o governo não vai intervir no preço do álcool e caberá ao consumidor manter os preços do combustível em patamares mais baixos, rejeitando o produto caso o preço esteja muito alto.
Ele ressaltou que, com o aumento da frota de veículos flex, o consumidor tem a opção de comprar gasolina caso o preço do álcool não seja atrativo.
"O produtor do álcool, se não vender por um preço bom, simplesmente vai perder mercado. O governo não vai definir o preço do álcool, é o consumidor brasileiro que vai definir isso", declarou.
Durante seminário organizado pela IEA (Agência Internacional de Energia, na sigla em inglês), Hubner frisou que o governo não reduzirá os investimentos em pesquisa e produção de biocombustíveis por conta da descoberta da reserva gigante de petróleo batizada de Tupi.
"Não tem nenhuma dúvida dentro do governo hoje de que o país vai continuar na pesquisa cada vez mais acelerada de tecnologia de biocombustíveis", afirmou.
O ministro disse ainda que o país terá que utilizar o petróleo descoberto em Tupi da maneira mais limpa possível. Ele destacou a iniciativa brasileira de misturar, a partir de janeiro do ano que vem, 2% de biodiesel ao óleo diesel vendido em todo o país.
Na semana passada, foram comercializados em leilão 380 milhões de litros de biodiesel. O ministro reconheceu que possa haver problemas na distribuição do biodiesel, mas garantiu que a mistura será obrigatória a partir de janeiro, como prevê a lei.
"Vamos ter que lidar com problemas localizados, já que estamos implantando uma nova indústria", argumentou.
Acompanhe as notícias em seu celular: digite o endereço wap.folha.com.br
Leia mais
- Brasil descobre que petróleo pode ser instrumento político, diz "NYT"
- País reduz queima de gás natural, mas produção cresce pouco
- Brasil considera entrar na Opep após descoberta de Tupi, diz embaixador
- Usinas atribuem alta do álcool a imperfeições do mercado
- Litro do álcool pode voltar a R$ 1,50 em São Paulo
- Crise não mudará política da BR Distribuidora em relação ao GNV
Especial

