Bovespa nega suspender negociação de ações da Telebrás
da Folha Online
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) recusou o pedido da Telebrás para a suspensão do negócios com as ações da empresa nesta segunda-feira. A solicitação foi feita após a Bolsa requisitar explicações que justificassem as altas nas ações da empresa na última sexta-feira de 200% (PN, preferenciais) e 218,18% (ON, ordinárias).
Na tarde desta segunda-feira, as ações preferenciais da Telebrás têm alta de 59,25%, negociadas a R$ 0,43. As ações ordinárias têm valorização de 45,71%, a R$ 0,51.
"Não tendo a Telebrás e seus dirigentes dado motivos para as oscilações de suas ações, solicitamos o bloqueio delas para negociação na abertura do pregão da Bovespa, ainda hoje, para permitir aos órgãos competentes e fiscalizadores a apuração da ocorrência atípica", informou em nota a Telebrás.
Para a empresa, a valorização pode ter relação com as declarações do ministro Hélio Costa (Comunicações), em entrevista à Folha de S.Paulo, na edição de quarta-feira, de que a Telebrás iria coordenar o uso de fibras óticas ociosas de estatais no projeto de ampliação das redes de internet rápida a 90% do país.
O projeto custaria entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões em três anos, segundo o ministro.
"A Telebrás não teve qualquer participação na divulgação da possível declaração do senhor ministro, até porque cabe exclusivamente ao Ministério das Comunicações a formulação das políticas públicas de Comunicações", afirma a companhia.
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