Venezuela faz acordo com francês Total para exploração de petróleo
da Efe, em Paris
O ministro de Energia e Petróleo venezuelano, Rafael Ramírez, anunciou nesta terça-feira um acordo com o grupo francês Total para a exploração das jazidas da faixa do Orinoco que permitirá aumentar a produção de 200 mil barris diários de petróleo atuais para 600 mil.
O acordo pode ser assinado hoje, coincidindo com a visita à França do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que almoça com o colega francês, disse Ramírez em um encontro com cem representantes de empresas francesas.
Alguns pontos faltam ser definidos, mas o ministro afirmou que se o acordo não for finalizado hoje, isso ocorrerá na Venezuela.
Ramírez ressaltou que o objetivo do contrato é acrescentar 400 mil barris aos 200 mil diários que são produzidos com o consórcio no qual está associado o Total, e que faria a participação da estatal venezuelana PDVSA ser de "pelo menos de 60%".
O acordo servirá para outorgar ao consórcio PDVSA-Total um bloco na faixa do Orinoco para lançar no local um processo de certificação que precisaria de 18 meses de engenharia básica.
Após esse procedimento técnico "seria possível estabelecer o cronograma" para a exploração da jazida, disse o ministro ao ser perguntado sobre a data em que se deve chegar à marca de 600 mil barris de petróleo diários.
Para Ramírez, o compromisso firmado com o grupo francês para se ajustar ao novo marco legal venezuelano e as negociações entre as duas partes permitiram que o país tivesse "hoje pronto para assinar com o Total uma ampliação das áreas" de exploração na faixa do Orinoco.
Além disso, lembrou que quando o marco legal foi modificado, não foi possível, a princípio, estabelecer um acordo com o Total sobre o seu programa no Orinoco --que então se chamava Sincor--, mas depois a empresa aceitou se ajustar.
Ramírez insistiu que o país tem "leis muito claras" e que as empresas que concordarem com elas "são bem-vindas". "Nós não temos nada contra o investimento privado", acrescentou.
O ministro assegurou que a Venezuela conta com "cerca de 21%" das reservas mundiais de petróleo: 316 bilhões de barris, dos quais 100 bilhões estão certificados pela Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).
A faixa do Orinoco, acrescentou, permite hoje a exploração de 0,3% do seu potencial.
Ramírez informou aos representantes do Movimento de Empresas da França os seus planos de investimento no setor, que consistem em passar dos US$ 10 bilhões este ano para US$ 15,6 bilhões em 2008 e para US$ 123 bilhões no período 2008-2013, com um peso de 22% do capital privado.
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