06/11/2001
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16h46
da Folha Online
O governo precisa baixar a taxa de juro básica brasileira até o final do ano, na opinião do economista e coordenador da Pesquisa de Preços da Fipe, Heron do Carmo.
Heron do Carmo acredita que até o final de dezembro o Banco Central deverá promover um corte de pelo menos um ponto percentual na taxa básica. Ele avalia que os custos para a economia do país ficam muito altos com juros a 19% ao ano.
Quanto à Argentina, o economista não acredita em uma solução para a crise no curto prazo. "O problema lá é político. Eles vão tentar um acordo que agrade os dois lados", disse ele, referindo-se às discordâncias entre o governo federal e as Províncias.
No Brasil, o descolamento da economia da Argentina e a queda na cotação da moeda norte-americana em relação ao real já refletem uma certa mudança no comportamento do mercado interno, segundo Heron do Carmo. "Tenho a impressão que vamos entrar em outra fase de euforia", disse.
Já o PIB (Produto Interno Bruto), na avaliação do economista, deve fechar o ano com crescimento entre 1,5% e 2%.
Juro deve cair um ponto percentual até final do ano, diz Fipe
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IVONE PORTESda Folha Online
O governo precisa baixar a taxa de juro básica brasileira até o final do ano, na opinião do economista e coordenador da Pesquisa de Preços da Fipe, Heron do Carmo.
Heron do Carmo acredita que até o final de dezembro o Banco Central deverá promover um corte de pelo menos um ponto percentual na taxa básica. Ele avalia que os custos para a economia do país ficam muito altos com juros a 19% ao ano.
Quanto à Argentina, o economista não acredita em uma solução para a crise no curto prazo. "O problema lá é político. Eles vão tentar um acordo que agrade os dois lados", disse ele, referindo-se às discordâncias entre o governo federal e as Províncias.
No Brasil, o descolamento da economia da Argentina e a queda na cotação da moeda norte-americana em relação ao real já refletem uma certa mudança no comportamento do mercado interno, segundo Heron do Carmo. "Tenho a impressão que vamos entrar em outra fase de euforia", disse.
Já o PIB (Produto Interno Bruto), na avaliação do economista, deve fechar o ano com crescimento entre 1,5% e 2%.

