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Dinheiro
21/11/2007 - 14h45

Crise de crédito custará entre US$ 200 bi e US$ 300 bi, diz OCDE

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da Efe, em Paris

A crise do crédito imobiliário de alto risco ("subprime") dos Estados Unidos terá um custo de entre US$ 200 bilhões e US$ 300 bilhões, segundo as estimativas da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico).

Em seu relatório semestral sobre os mercados financeiros, a OCDE assinalou que essa é a estimativa feita pelo setor financeiro privado, e se baseia em uma hipótese da perda de 14% das hipotecas subprime no próximo ano.

No entanto, ressaltou que ainda é muito cedo para tirar conclusões, já que a recente correção pode "ser apenas precursora de um arrefecimento mais pronunciado."

Em último caso, a magnitude do impacto financeiro estará vinculada ao que ocorra com as taxas de juros e com as iniciativas do setor privado.

Os autores do relatório indicaram que esta correção dos mercados, embora tenha sido a mais importante desde a explosão da bolha financeira em 2000, "não foi muito pronunciada" se comparada com os padrões históricos.

"A amplitude dos efeitos sobre a macroeconomia ainda é impreciso", advertiu, antes de assinalar que alguns institutos de previsões revisaram suas expectativas, e que o cenário de uma recessão nos Estados Unidos para alguns é mais provável do que antes.

Acrescentou ainda que o entorno macroeconômico se complica para a política monetária, pela alta no preço do petróleo e das matérias- primas, que eleva as pressões inflacionárias.

Nesse sentido, embora a queda do dólar frente ao euro ofereça uma "margem de sobrevivência" à economia européia, a inflação atual e a prevista na zona do euro estão acima das metas estabelecidas pelo BCE (Banco Central Europeu).

"Se há um lado positivo da história, é que a crise das hipotecas de risco veio em um momento em que a economia global segue tendo boa saúde", indicou.

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