Dinheiro
22/11/2007 - 12h36

Emprego formal cresce 5,77% em 2006, a maior geração desde 85

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LÍSIA GUSMÃO
Colaboração para a Folha Online, em Brasília

O emprego formal cresceu 5,77% em 2006, com a abertura de 1,917 milhão de novos postos no mercado de trabalho, segundo os dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério do Trabalho.

O governo afirma que é a maior geração de postos formais de trabalho da série histórica iniciada em 1985. A massa salarial teve uma expansão de 5,86%, a maior desde 1995.

O número de trabalhadores com vínculo formal era de 35,2 milhões no ano passado. Em termos absolutos, este foi o melhor resultado do mercado formal de trabalho desde 1985, quando teve início a série histórica da RAIS.

"O crescimento é maior que imaginávamos, não tínhamos dimensão. Isso mostra que a economia está crescendo com consistência", avaliou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, acrescentando que, entre 2003 e 2006, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram criados 6,471 milhões de empregos formais.

Lupi destacou ainda o crescimento de 11,97% da massa de salários pagos. O salário médio real no período subiu 5,86% e passou de R$ 1.167,81 em dezembro de 2005 para R$ 1.236,19 em 2006.

A Rais de 2006 foi baseada na declaração de 2,834 milhões de estabelecimentos com vínculo formal, um número 4,02% maior que o de 2005.

O ministro do Trabalho ressaltou que o emprego formal cresceu em todos os Estados. Em Tocantins, a alta foi de 9,86%, seguido do Maranhão, com 9,32%, e Pará, 9,28%. Em termos absolutos, São Paulo foi o Estado com maior número de empregos criados em 2006 --554 mil (5,68%); no Rio, foram 181 mil postos (5,7%). Em Minas Gerais, foram gerados 151 mil novas vagas (4,22%) no ano passado.

Serviços

O setor de serviços foi o que mais gerou postos de trabalhos formais em 2006, com um total de 719,1 mil novas vagas (6,84%). A indústria de transformação vem em seguida, com 461,3 mil postos (7,52%), o comércio, com 325,2 mil (5,41%), e a administração pública, com 177,9 mil empregos (2,36%).

Entretanto, em termos de crescimento relativo, os melhores desempenhos foram do setor extrativo mineral, devido à inclusão do petróleo nesta categoria. A alta foi de 24,14% ou 35,6 mil novas vagas.

A RaiS destaca ainda uma forte recuperação do emprego na construção civil, com um crescimento de 11,89%. Em relação ao ano anterior, o setor gerou 148,1 mil novos postos de trabalho.

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